Chuvas começam a chegar ao RS nesta quinta (12) e INMET alerta para tempestades severas
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A partir desta quinta-feira (12), o Rio Grande do Sul volta a receber precipitações após um longo período de altas temperaturas. O avanço de uma frente fria, combinado com a entrada de umidade vinda da região amazônica, deve provocar mudanças bruscas nas condições meteorológicas em todo o estado. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alertas que variam entre o nível de "Perigo" e "Grande Perigo", indicando que a transição climática não será apenas marcada pela queda nos termômetros, mas também por eventos severos.
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As regiões Oeste, Campanha e Central são as mais vulneráveis no momento. De acordo com o mapa de precipitações para as próximas 24 horas, os acumulados nessas áreas podem ultrapassar os 100 mm, o que gera preocupação imediata quanto ao risco de alagamentos e transbordamento de arroios. Além da chuva volumosa, há previsão de ventos intensos, com rajadas que podem superar os 100 km/h, e queda isolada de granizo, fatores que elevam o potencial de danos à infraestrutura e à rede elétrica.
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Para o setor agrícola, o retorno das chuvas é recebido com cautela. Se por um lado a umidade auxilia na recuperação do solo após o forte calor, por outro, a intensidade prevista das tempestades pode prejudicar lavouras em estágios críticos de desenvolvimento. A tendência é que a instabilidade persista ao longo do fim de semana, com as temperaturas apresentando um declínio gradual conforme o sistema frontal avança em direção a Santa Catarina e ao Paraná.
Olhando para o horizonte de sete dias, o cenário aponta para uma manutenção da umidade em grande parte do território nacional. O mapa de acumulados até o dia 19 de fevereiro revela que as chuvas devem se intensificar não apenas no Sul, mas também em uma ampla faixa que corta o país, abrangendo o Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, com volumes que podem atingir entre 100 mm e 150 mm em pontos isolados.
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Essa persistência das precipitações na próxima semana indica que o corredor de umidade continuará ativo, mantendo os solos úmidos e favorecendo as bacias hidrográficas das regiões Norte e Central. No entanto, para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o acumulado de sete dias sugere que o sistema frontal de hoje é o evento mais severo do período, com os volumes diminuindo gradualmente após a passagem dessa frente fria inicial.
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