Colheitadeiras no PR estão paradas à espera de uma trégua do clima

Publicado em 03/03/2011 07:23 553 exibições
As colheitadeiras estão estacionadas em boa parte das fazendas de soja do Noroeste do Paraná à espera de uma trégua do clima. Em Umuarama, choveu o dobro do normal somente em fevereiro, estima o técnico do Departamento de Economia Rural (Deral) na cidade, Ático Ferreira. Até agora, 20% da soja foi colhida no Noroeste, contra 50% nesta época do ano passado. O grande volume de água que cai sobre a região, no entanto, ainda não compromete a produtividade. “Acredito em rendimentos acima de 50 sacas (60 quilos) por hectare”, calcula Ferrreira.

Com cerca de 160 hectares destinados ao grão nesta temporada, Carlos Quagio, de Perobal, tem conseguido ultrapassar o índice de 2009/10. Nos quase 30 hectares já colhidos, o produtor retirou 56 sacas por hectare, contra média de 42 sacas no ano anterior. “Na safra passada tive problema com a seca após o plantio. Já neste ano deu para contar nos dedos a quantidade de dias de sol”, afirma.

Não bastasse o alto volume de chuvas que levou as colheitadeiras para baixo dos galpões, alguns produtores do Noroeste do Paraná ainda se preocupam com o aparecimento de um imenso batalhão de percevejos nas lavouras de soja, conferiu a Expedição Safra Gazeta do Povo. O inseto é o principal suspeito pela incidência da haste verde, ainda pontual na região. O problema é conhecido por afetar a formação de grãos de soja e obriga os operadores de máquinas a diminuir a rotação das colheitadeiras. Ao se alimentar das plantas, o inseto injeta uma toxina que afeta a qualidade do grão de soja e também o bolso dos produtores. Quanto maior o índice de variações dos grãos, maior é o desconto na hora da venda.

“Em 30 anos de atividade, nunca vi um ataque tão grande como o de agora”, conta Quagio, que vê 80% da área tomada pela praga.Para o fitopatologista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Londrina, Rafael Soares, o ataque de percevejos pode estar relacionado com as constantes chuvas, que impedem a fixação dos inseticidas. Mas para chegar a um diagnóstico é preciso analisar as lavouras in loco.

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Fonte:
Gazeta do Povo

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