Dia Mundial da Conservação de Solos: O que mudou nos últimos anos?

Publicado em 16/04/2012 09:46 e atualizado em 16/04/2012 10:25 1702 exibições
Por Almir Rebelo, do Clube Amigos da Terra, de Tupanciretã/RS.
Quando fazíamos o Plantio Convencional, queimávamos a palha, lavrávamos e gradeávamos o solo. Com as chuvas, a erosão causava prejuízos, abrindo valetas e transportando o solo para os rios conforme foto em anexo, chegando ao absurdo de que, para produzirmos 1 toneladas de alimentos, perdíamos 20 toneladas de solo/hectare/ano pela erosão e isso era o maior desastre ambiental silencioso do mundo. 

Com o Plantio direto na Palha, acabamos com a erosão, além de vermos a água limpa escorrer da lavoura, chegamos ao ponto de transformarmos o Brasil no País que mais adota o Plantio Direto no Mundo com mais de 30 milhões de hectares. 

Mas o mais interessante é que no colchão de palha, o Plantio Direto Brasileiro também produziu a Minhoca Fimoscolex bartzi, descoberta pela Drª Marie Bartz em homenagem a seu pai Herbert Bratz que trouxe o plantio Direto para o Brasil. 

No momento em que nos preparamos para a Rio+20 este é o maior exemplo brasileiro de sustentabilidade, de economia verde para o mundo. Este Plantio Direto diminuiu em 60% o consumo de combustíveis fósseis, diminuiu o uso de agroquímicos e aumentou a produtividade além de acabar com a erosão. Portanto no dia mundial da Conservação de Solos, o Brasil tem o que comemorar, tem o modelo. O Plantio Direto com a Biotecnologia coloca o Brasil como exemplo de produção de forma sustentável. Não existe sustentabilidade sem solo, água e conhecimento. Temos o que comemorar. Parabéns para Nós!!!   

Clicando no link abaixo você pode conferir uma apresentação do Clube Amigos da Terra, de Tupanciretã, no Rio Grande do Sul, sobre as mudanças nas práticas agrícolas e como o Brasil se desenvolveu até chegar a exemplo de produção sustentável, com imagens sobre as situações dispostas no texto de Almir Rebelo, acima. Veja:

Fonte:
Almir Rebelo

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