Feijão: Sementeiras se preparam para a evolução do mercado
Mercado esteve dentro do normal de início de semana, com menor volume de negócios, porém alguns poucos negócios de lotes. Por R$ 290 por saca de 60 quilos, em Minas Gerais, na região noroeste, foram reportados negócios. Sobre o Feijão-preto, está difícil de encontrar ofertas a menos de R$ 280 por saca. Outro fato chama a atenção. Com os preços bastante altos, há uma preferência por sementes, ao invés de plantar grãos. Assim, faça o quanto antes a sua reserva, pois, além dos preços que podem estimular o plantio, há, por outro lado, tendência de que os produtores utilizem mais sementes em diversos estados devido ao aumento de fiscalização que visa coibir o uso de sementes sem origem.
Por sinal, tome o máximo cuidado com o que você colocará na terra nos próximos plantios. Sendo Feijão, está tomando forma uma série de iniciativas que vão, de um lado, trazer maior confiabilidade na semente que você estará adquirindo através de certificações e, de outro lado, a fiscalização está aumentando bastante. Com as dificuldades enfrentadas nos últimos tempos pela pesquisa pública, há claramente maior disposição por parte de todos que o setor privado invista em sementes. Mas, para que isso ocorra, sabe-se também que o setor privado precisa ter ambiente confiável para investir e não deixar, como hoje, a pirataria tomar conta.
A velocidade com que este fenômeno ocorrerá surpreenderá aos menos avisados. Sempre soubemos que é uma contravenção utilizar grãos fora do abrigo da lei pelo anexo 33, que prevê o direito do produtor de replantar o seu grão, fruto de compra de sementes. Porém alguns produtores justificam dizendo que confiam mais no seu grão do que na semente. Pode ser que no passado isso fosse possível generalizar, mas hoje em dia não é. O que você, produtor, precisa é ter maior tranquilidade na aquisição, podendo separar o joio do trigo.
Explico: há dificuldades hoje em saber quais foram os critérios que a sementeira adotou. Por esta razão, está andando a passos rápidos a certificação das sementeiras de Feijão. Tomando como exemplo outras cadeias produtivas, que já utilizam certificações, há um movimento consistente amparado pelas empresas de pesquisa como EMBRAPA, TAA, CDR (IAPAR) e IAC de que seja implementada a rastreabilidade.
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