Feijão, por Ibrafe: Desabastecimento volta a ser ameaça
Os produtores relatam que as lavouras que estão em melhores condições são as da região de Guarapuava até Curitiba e até a divisa com Santa Catarina. Ocorre que nesta região a maioria das áreas é de Feijão-preto. Chegando o Feijão-carioca a ultrapassar os R$ 320 e com negócios até R$ 350 por saca de 60 quilos, igualou-se, em preço, ontem, ao Feijão-preto. Em dólares, US$ 65 por saca é um preço que não se via desde 2016, durante a grande estiagem que atingiu o Brasil naquele ano, porém, em dezembro, os preços já estavam abaixo do US$ 60 por saca.
Neste ano, se de um lado vai chamar atenção da mídia, por outro espera-se que estimule os produtores a plantar. Se forem confirmadas as chuvas no interior de São Paulo até sábado, a situação de abastecimento poderá se tornar caótica. Sobre estoques, obviamente nestes preços não há produtor que colha e especule.
Cerca de 90% do que está sendo colhido está sendo destinado para consumo ou plantio. Há tão pouco produto que não cabe mais discutir se vão pagar no varejo o que vai ser pedido ou não. O fato é que não haverá espaço para discussão, “se um não compra, outro vai comprar”, comentava ontem um empacotador experiente. A realidade está posta e não há nada que possa amenizar a situação agora. De Minas Gerais estão confirmadas também reduções de área superiores às estimadas pela CONAB, que ainda espera 127 mil hectares plantados. Até o momento, o horizonte segue ótimo para quem tem lavouras de Feijão.
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