Feijão, por Ibrafe: Alimentos vão além das commodities
Enquanto o mercado interno segue com poucos negócios, mantendo o patamar de preços ao redor de R$ 290/300, base Minas Gerais, e R$ 220/230, base Paraná, é bom momento para olhar o que acontece ao nosso redor. Você está acompanhando a cobertura que os sites agrícolas do Brasil estão fazendo na feira internacional SIAL, na França? Se ainda não o fez, ainda dá tempo.
Preste atenção na enorme mudança ocorrida nos últimos anos no mercado mundial. Apesar de que as carnes vegetais ganham espaço enorme, o bom Feijão está lá, em grãos, firme e forte como sempre foi. Uma empresa que está na terceira geração empacotando Feijões na Espanha comentou que, após um período entre os anos 90 e 2000 de diminuição do consumo, ele foi retomando e o mercado vem crescendo todos os anos.
A grande contribuição tem vindo da volta à comida caseira, o “comfort food”. O aconchego do alimento sem processamento é o ideal, segundo muitos consumidores. E há neste grande número o movimento vegano, que não pode ser ignorado por nós. Quem não come carne, come Feijão. É esta a lógica, se o cliente não quer comer carne na segunda, vai comer Feijão ou vai sentir tremenda fome antes do final da tarde.
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