Ibrafe: Goiás quer taxar o agro e será que esta é a única alternativa?
O estado de Goiás chocou os produtores rurais que, além das dores de cabeça e ansiedades inerentes ao momento político que o país vive, agora têm que se defender da novidade vinda do governador Ronaldo Caiado que anunciou que criará um fundo de contribuições sobre a produção agrícola de Goiás, provavelmente a exemplo do que há no Mato Grosso.
Cabe aos produtores e à sociedade agrícola organizada questionar se este é o único caminho e como os recursos serão geridos.
Ninguém deve esquecer que o Agro paga muito imposto. Muito mais do que se percebe à primeira vista. A economia do Brasil é movida pelo Agro mais do que 27% contribuídos com o PIB nacional. A base econômica que movimenta o comércio e os serviços está calcada na movimentação do Agro. Cada real pago aos trabalhadores gera consumo e este consumo é taxado. Os insumos, entre outros, como combustíveis, geram impostos de maneira indireta. Portanto, taxar o Agro significa que o alimento do brasileiro e não somente os produtos de exportação serão majorados.
Será que esta é a única alternativa? Claro que não. Há sonegação de impostos em vários setores e que deveriam ser chamados a contribuir antes de lançar mão do que é mais fácil no momento.
Mercado com volume acima da média de negócios ontem.
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