Feijão, por Ibrafe: Varejo historicamente repassa quedas muito lentamente
Atualmente, estamos no pico da colheita dos Feijões de primeira safra no estado do Paraná. A maior parte da produção de Feijão-carioca desta safra está concentrada na região dos Campos Gerais, onde a variedade predominante é o Feijão-carioca Sabiá.
As condições climáticas em todo o estado têm sido favoráveis para a colheita nesta semana, permitindo um ritmo constante de trabalho no campo. No caso do Feijão-preto, as cooperativas e comerciantes estão sinalizando preços base em torno de R$ 160 por saca. Essa estratégia visa desestimular a venda imediata pelos produtores, incentivando-os a estocar o produto para comercialização em um momento mais oportuno. Isso ocorre porque a demanda atual não é suficiente para absorver toda a oferta durante o pico da colheita.
Já para o Feijão-carioca, a situação é diferente: grande parte do volume colhido está sendo imediatamente comercializada. Esse comportamento do mercado reflete uma demanda mais ativa por essa variedade, amplamente consumida no Brasil.
Reação do varejo e comportamento do mercado
Até o momento, os empacotadores ainda não têm clareza sobre como o varejo reagirá aos preços mais baixos no campo. A lógica seria que os supermercados utilizassem a queda nos preços como uma oportunidade para promover o produto, atraindo consumidores com preços mais competitivos. Contudo, isso nem sempre ocorre.
Historicamente, observa-se que, quando os preços caem no campo, a redução nos valores das gôndolas acontece de forma muito lenta. Esse descompasso pode limitar o impacto positivo esperado no consumo, prejudicando tanto produtores quanto consumidores, que acabam não aproveitando plenamente o benefício dos preços mais acessíveis. Parece ser o momento em que algumas redes de supermercados ganham acima da média.
Resumo dos preços atuais
-Feijão-preto: R$ 160 ou R$ 180 por saca (preço base), com orientação para que os produtores armazenem e aguardem um melhor momento para venda.
-Feijão-carioca: Comercialização ativa, com preços variando de R$ 180 no Paraná a R$ 230 em Minas Gerais, dependendo da negociação.
O momento exige cautela por parte dos produtores, especialmente para aqueles que trabalham com Feijão-preto, pois as estratégias de armazenamento podem ser fundamentais para garantir melhores margens de lucro no futuro. Além disso, o mercado segue atento às decisões do varejo, que desempenham um papel crucial na dinâmica de oferta e demanda ao longo da cadeia de consumo.
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