Preço do suíno sobe nesta semana em SC

Publicado em 03/04/2014 14:43 349 exibições

O preço do suíno vivo comercializado durante a Quaresma tradicionalmente cai, mas não é isso que está ocorrendo neste ano. O mercado está surpreendendo e o preço básico pago pela Coopercentral Aurora Alimentos aos criadores aumenta, nesta quinta-feira (3 de abril), mais dez centavos, ou seja  3,5%: passa a R$ 3 reais o quilograma de suíno em pé e, a esse valor, acrescenta-se o índice de qualidade da carcaça pelo critério da tipificação, o que eleva o preço a até R$ 3,30.

O novo patamar de preços foi anunciado pelo presidente Mário Lanznaster.  “Na prática, voltamos a pagar os mesmos preços de dezembro, que são os mais altos do ano”, resumiu o presidente.

Desde o ano passado, o mercado de suínos se mantém equilibrado, sem aumento de oferta nem em peso total, nem em número de cabeças. Também não há excesso de suínos no mercado “spot” e as indústrias frigoríficas em geral não estão estocadas. A reabertura das exportações para a Rússia, que voltou a ser o maior comprador da carne suína brasileira, aqueceu o mercado nas últimas semanas.

Lanznaster destaca que “o aumento vem em boa hora” para estimular os produtores rurais a manterem os níveis de produção e as margens de resultado.
“Temos que ter ciência que o mercado está ajustado; não podemos produzir em excesso e torcer para que as safras de milho e soja sejam suficientes para nutrição animal (que representa 65% do custo de produção) e os preços se mantenham em patamares que viabilize a atividade”, encerra o dirigente.

No ano passado, o preço pago aos criadores na aquisição de suíno teve uma escalada de recuperação comandada pela Coopercentral Aurora Alimentos, empresa que detém o maior volume de abate em Santa Catarina. 

“Essa situação de equilíbrio deve-se ao alojamento de matrizes de acordo com a demanda industrial planejada, o que evita episódios de excesso de oferta de suínos em pé, geralmente seguidos de crise de preços e posterior escassez dessa matéria-prima. Outro fator que influencia é o bom preço da carne bovina no mercado brasileiro”, expõe Lanznaster.

O presidente da Aurora lembra que a crise do excessivo encarecimento dos insumos em 2012 inviabilizou dezenas de produtores, retirando do mercado muitos suinocultores e alguns frigoríficos. Em 2013 o preço baixou e devolveu a capacidade competitiva à cadeia produtiva. Agora, a situação entra em curva ascendente, com os preços do suíno em pé.

RETRIBUIÇÃO

O suinocultor cooperado do oeste catarinense passa a receber a seguinte remuneração a partir desta semana: preço-base atualizado (R$ 3,00) acrescido do adicional da tipificação, índice médio de 7% a 10% (R$ 0,30), o que eleva o valor final pago para R$ 3,30/kg.

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MB Comunicação

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