Suinocultura nacional quer reforço na vigilância sanitária após surgimento de 45 focos de diarreia suína na Colômbia

Publicado em 17/06/2014 14:48 222 exibições

A preocupação com a ampliação de focos da PEDv no continente tem sido demonstrada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) desde março e agora é reiterada ao Ministério da Agricultura, principalmente porque o evento na Colômbia tem como suspeita a introdução de novos animais vivos. A ABPA defendeu junto ao MAPA, meses atrás, a proibição da entrada de suínos vivos no Brasil, bem como de material genético do animal. O ministério optou, na ocasião, pela quarentena, enquanto a França se tornou o primeiro país a adotar a suspensão de importações de animais vivos.

“Quarto maior exportador mundial de carne suína e detentor de status elevado de qualidade do produto, o Brasil precisa proteger seus rebanhos, e essa é uma mensagem que tem sido reiterada de forma incessante pela ABPA”, destaca o presidente da entidade, Francisco Turra.

O Brasil exporta carne suína para mais de 70 países e tem sido procurado, nos últimos meses, por mercados que importam o produto de países afetados pela PEDv, como os Estados Unidos, o México e o Canadá. Essa posição da qual o País tem se beneficiado, por ter atingido status sanitário condizente com as normas da OIE, precisa ser preservado, reforça Francisco Turra.

O presidente da ABPA lembra de outro avanço importante ocorrido há poucos dias, quando a organização internacional reconheceu novos estados brasileiros como livres de febre aftosa com vacinação. O Brasil possui, agora, 23 estados e o Distrito Federal com esse status. E Santa Catarina continua sendo o único livre da doença sem vacinação. Falta ainda, para a meta de um país totalmente livre da aftosa, o reconhecimento de Amapá, Roraima e Amazonas por parte da Organização Mundial de Saúde Animal. Para obter essa chancela, converge o trabalho de governos estaduais e da iniciativa privada.

Em se tratando de epidemia, a PEDv traz o temor de disseminação e, por isso, nosso alerta inicial, em março, sobre a necessidade de adoção de medidas de proibição temporária à entrada de suínos vivos, material genético, plasma suíno e bovino, entre outros, provenientes dos EUA.

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ABPA

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