OIE confirma novos focos de peste suína africana na Costa do Marfim e no Quênia

Publicado em 04/10/2019 11:17 e atualizado em 04/10/2019 11:48
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Novos focos da peste suína africana foram identificados na Costa do Marfim e no Quênia. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) notificou que três focos foram detectados nas cidades de Bangalo e Gueriebly et Guézon Duekoue. Na Terça-feira (01), o governo da Costa do Marfim confirmou e realizou o abate sanitário de 11.916 animais.  

Na Quênia, o governo identificou o surto da doença nesta quinta-feira (03) no município de Jason Gishu e 32 animais foram sacrificados. A OIE já havia notificado os outros surtos da doença na África do sul.

A epidemia de peste suína está afetando os preços e as indústrias de carne suína global e  o banco holandês, Rabobank, estima que o mercado passará por dificuldades nos próximos três a cinco anos. O banco aponta que a produção de carne suína na China vai cair 25% neste ano. No Vietnã, as projeções apontam que 20% dos animais vão ser abatidos até o fim de 2019.

O banco holandês ainda destaca que os mercados de carne suína e setores relacionados devem ficar ‘instáveis’ até que o surto da doença fique sob controle. A instituição Fitch Solutions analisou que os repetidos surtos da doença devem definir a direção do agronegócio até 2020.

A falta de carne suína na China coloca uma pressão inflacionária nos preços dos alimentos. “Apesar de a China ter aumentado as exportações, os outros países podem ter dificuldades para comprar proteína animal do exterior em decorrência da alta das cotações”, informou a Fitch Solutions  ao Dow Jones Newswires.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o presidente da Cooperativa, Dilvo Grolli, comentou que o Brasil pode aumentar em até 6% sua produção e exportação de carnes de porco e frango, em partes para atender essa demanda crescente da Ásia, em especial da China.

As compras chinesas aquecidas podem impulsionar também a demanda interna por grãos como soja e milho, utilizados na alimentação destes animais. Esse movimento tende a dar sustento aos preços internos, especialmente do milho, e beneficiar os produtores destas culturas também.

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Por: Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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