Desempenho do frango (vivo e abatido) na terceira semana de 2019
Poucos, provavelmente, se deram conta do fato. Mas a realidade é que o frango abatido manteve, nas cerca de oito semanas transcorridas desde o terceiro decêndio de novembro/19 até a semana retrasada (segunda de janeiro/20) uma estabilidade de preços senão inédita, raras vezes observada no setor. Pois, independente do período de Festas, os preços praticados no período (base: frango resfriado comercializado no Grande Atacado de São Paulo) variaram apenas 1% acima ou abaixo da média. Ou seja: frente a um valor médio em torno de R$5,00/kg, os negócios se desenvolveram entre R$4,95/kg e R$5,05/kg.
Essa estabilidade foi rompida em meados da semana retrasada e se acentuou na semana passada, a terceira de janeiro e de 2019. De forma aguda. Pois, comparativamente aos valores alcançados ao final da segunda semana do mês (10), os preços da semana passada recuaram 8,16% - queda de 1,65% ao dia entre segunda e sexta-feira.
Reflexo não só do baixo poder aquisitivo da população, mas também de um menor número de consumidores nos grandes centros (período de férias), essa queda está forçando os abatedouros a readequarem o volume abatido. E como dispõem de matéria-prima (frango vivo) em excesso, o fazem aumentando a oferta de aves vivas no mercado independente.
Para o frango vivo, portanto, o momento é extremamente delicado, visto que os anteriores excedentes agora se ampliaram, colocando em risco a estabilidade de preço do setor. Assim, os R$3,20/kg que servem de referencial ao mercado há mais de 60 dias perdem cada vez mais seu significado, pois os descontos aplicados sobre esse valor vêm se ampliando. Sem que, note-se, a venda a preços mais atrativos seja garantia de absorção do produto disponibilizado. O mercado, simplesmente, encolheu.
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