De forma remota, Sistema FAEP/SENAR-PR fará levantamento de custos de produção
O Sistema FAEP/SENAR-PR vai começar, a partir de outubro, a fazer o levantamento dos custos de produção da avicultura e da suinocultura nas regiões produtoras do Paraná. Em razão das restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus, o estudo será feito de modo remoto, por videoconferência. A coleta e a sistematização desses dados são importantes por fornecerem aos pecuaristas uma referência real das respectivas atividades, permitindo um controle mais efetivo do negócio. Em outra ponta, o levantamento pode ser usado em negociações de produtores integrados com a agroindústria integradora, por meio das Comissões de Acompanhamento Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs). Em breve, o Sistema FAEP/SENAR-PR vai divulgar o cronograma com datas e municípios.
O anúncio do início do levantando dos custos de produção ocorreu em reunião extraordinária das Comissões Técnicas de Avicultura e Suinocultura da FAEP e do Núcleo de Comissões de Acompanhamento Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs) do Paraná, realizada no dia 17 de setembro. “A rodada [de levantamento] será feita toda por videoconferência. Vamos chamar os sindicatos rurais, envolver as Cadecs neste processo”, disse o coordenador do Departamento Técnico Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR, Jefrey Albers.
Nos municípios em que os sindicatos rurais não dispuserem de condições estruturais para atender os protocolos de distanciamento social definidos por autoridades de saúde, a ideia é que os pecuaristas participem de suas respectivas casas e/ou propriedades. Nestes casos, técnicos do Sistema FAEP/SENAR-PR devem prestar um apoio mais individualizado, para garantir a participação dos produtores.
A rodada do levantamento do primeiro semestre não pôde ser realizada por causa da pandemia. Agora, o coordenador do DTE destaca a importância da participação maciça dos produtores rurais. Isso porque, no ano passado, em algumas regiões específicas, a adesão dos suinocultores e avicultores ficou aquém do esperado.
“Precisamos que os produtores que se predispuserem a participar, que assumam um compromisso sério. No dia e horário marcados, ele possa dispor de três horas para repassar as informações para compor o levantamento”, ressaltou Albers. “Algumas regiões tiveram painéis esvaziados no ano passado, com poucos produtores acompanhando”, enfatizou.
Diálogo
Na abertura da reunião, o presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette, informou os pecuaristas que a entidade recebeu a recém-empossada diretoria do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar). Os novos representantes da entidade queriam iniciar um diálogo com a Federação e entender melhor a assistência prestada pela FAEP às Cadecs.
“O nosso trabalho é pautado pelas necessidades levantadas pelas nossas comissões técnicas. A questão da avicultura e da suinocultura dispõe da estrutura da Federação para dialogar com quem quer que seja, mas tomamos como base as necessidades dos nossos produtores, sempre com transparência”, disse Meneguette. “Nós deixamos claro [ao Sindiavipar] que o caminho para o diálogo são as Cadecs, as comissões técnicas e os nossos sindicatos”, acrescentou.
Ao longo da reunião, Nicolle Wilsek, do Departamento Técnico (Detec), e Ruan Schwertner , do Departamento Jurídico, ambos do Sistema FAEP/SENAR-PR, lembraram que a entidade não tem cadeira em nenhuma das Cadecs. O papel da Federação é estimular a criação desses espaços de diálogo e, conforme a demanda, oferecer apoio técnico-jurídico para garantir o pleno funcionamento das comissões e municiar os produtores com subsídios para que possam estabelecer uma negociação equilibrada com as agroindústrias.
“O papel institucional da Federação é criar esse ambiente de diálogo. Houve uma abertura de portas, principalmente pelo Sindiavipar. Nós queremos encontrar consenso e soluções, para que os dois lados – produtores e agroindústria – tenham sustentabilidade”, definiu Albers.
Também durante a reunião, alguns produtores puderam expor seus respectivos pontos de vista e anseio sobre a relação das Cadecs com as agroindústrias. O coordenador da Cadec de Cianorte, Diener Santana, lembrou que, a partir de uma mobilização, os avicultores obtiveram uma série de conquistas, entre as quais, o aumento da remuneração por quilo de frango, que saltou de R$ 0,27 para R$ 0,2950. Além disso, os produtores também foram atendidos em demandas relacionadas a aspectos do alojamento. “Peço à FAEP que continue municiando as Cadecs com informação, com essa assessoria. E às Cadecs, peço que não desistam”, disse Santana.
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