Novo sistema de certificação sanitária propicia mais agilidade à avicultura gaúcha
Conforme o AviSite divulgou na última semana, já está em funcionamento o módulo de Certificação de Granjas Avícolas da Plataforma de Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul.
A ferramenta foi desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), através de convênio com o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa-RS), que aportou os recursos, o Ministério da Agricultura e a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul em modelo de parceria público-privada.
Para entender melhor o processo e saber de seus impactos sobre a avicultura gaúcha – eventualmente, no futuro, sobre a avicultura brasileira - o AviSite manteve contato com José Eduardo dos Santos, Presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) e com Tais Oltramari Barnasque, Auditora Fiscal Federal Agropecuário PNSA/RS do Ministério da Agricultura, uma das idealizadoras do sistema.
Santos explica que o módulo de certificação funciona através de um sistema desenvolvido pela agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (AGITTEC/UFSM), o qual fará parte da Plataforma de Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul.
“O sistema seguiu as diretrizes do serviço oficial e todos os procedimentos e informações necessárias para a certificação foram otimizados e adequados às ferramentas de programação, o que dá mais agilidade, organização e sistematização ao processo de certificação”, enfatiza o executivo.
Conforme, ainda, o Presidente da ASGAV, a formalização dos serviços foi consolidada através de um termo de Cooperação Técnica entre o segmento avícola do Fundesa-RS e a Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia da UFSM. “Constam as competências e responsabilidades de cada Instituição, inclusive dos serviços oficiais do estado e federal e da entidade setorial”, destacou.
Justificando a razão do novo projeto, José Eduardo dos Santos comenta que o processo original de certificação na área de genética avícola seguia trâmites burocráticos e operacionais que geravam atrasos e até dificuldades no processamento das informações. Davam margem, inclusive, a erros de interpretação dos dados, todos transmitidos de forma manual através de papéis.
“Com a informatização de todas as etapas de validação e a capacitação dos agentes envolvidos nesta área, o processo se torna muito mais ágil. E adquire características que, além de viabilizarem um processamento dinâmico, propiciam uma gestão rica em reports e novas informações geradas a partir do próprio sistema”, apontou.
Claro, não foi e nem está sendo tão simplesl. Porque, como cita José Eduardo dos Santos, “toda implantação ou atualização de um sistema, traz certa ansiedade e alertas, pois só na prática é que se detectam algumas necessidades às vezes não consideradas nas etapas de desenvolvimento do projeto”. Nesse sentido, a ASGAV (que participou de todo o projeto, desde o início de sua criação) se mantém atenta e presente, seja atendendo às demandas necessárias, seja mobilizando empresas e técnicos ou, ainda, interagindo junto ao Fundesa-RS, do qual é membro oficial.
“Esse apoio ajuda na adesão do setor e facilita o treinamento dos profissionais envolvidos”, afirma o Presidente da ASGAV, esclarecendo que o investimento efetuado – e que abrange toda a estrutura, pessoal e capacitação necessária – se encontra na faixa dos R$800 mil.
Por seu turno, Tais Oltramari Barnasque explica que a certificação é um processo exigido para aves de reprodução - matrizes, avós, bisavós, tanto para linhagens de postura como de corte, assim como para reprodutoras de perus.
Indagada sobre a possibilidade de o processo ser estendido a toda a avicultura brasileira observa que, com a sistematização, não é só a cadeia avícola que está sendo beneficiada, mas também os serviços sanitários oficiais, pois, com os dados melhor organizados e permitindo rápida análise, as intervenções, quando necessárias, podem ser imediatas.
“Com certeza, o exemplo e a iniciativa do Rio Grande do Sul estão sendo acompanhados. Se o processo atingir todas as expectativas, não vejo por que não possa vir a ser encampado como método nacional ou que todos os estados venham a ter a informatização no seu processo de certificação”, conclui.
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