Desempenho do ovo em outubro e nos 10 primeiros meses de 2020
Finalmente, após cinco sucessivos meses de retrocesso, o preço dos ovos deu sinais de reversão. Mas foi um sinal tênue, que apenas realocou o valor nominal do produto para o maior patamar do período junho/outubro, pois o valor nominal registrado no mês passado permaneceu aquém do alcançado no quadrimestre fevereiro/maio deste ano.
Havia boas expectativas em relação ao desempenho de outubro e, sob esse aspecto, o início do mês foi animador, pois em apenas 10 dias o produto obteve valorização próxima de 25%. Mas a partir daí os negócios se desenrolaram bem mais lentamente do que o esperado. E, mal iniciada a segunda quinzena, os preços passaram a retroceder, só voltando a reagir nos últimos dias do mês. Ainda assim, porque o setor retomou o descarte de poedeiras mais velhas e/ou menos produtivas.
Na medida em que proporciona melhor adequação da oferta a um mercado consumidor claramente recessivo, essa ação cria novas possibilidades para novembro corrente, pois o mês está sendo aberto com um valor inicial correspondente à melhor cotação do corrente semestre.
Dessa forma, considerando que em outubro a variação entre o primeiro e o último dia do mês superou os 30%, não será difícil em novembro corrente chegar-se, novamente, àqueles R$100,00/caixa alcançados no bimestre março/abril deste ano.
Por ora, como aponta o gráfico abaixo, à esquerda, o setor se encontra distante desse valor. Pois embora o preço médio de outubro tenha aumentado pouco mais de 15% em relação ao mesmo mês de 2019, a variação em relação ao mês anterior mal alcança os 14%.
É interessante observar que, graças à recuperação obtida em outubro, o preço médio registrado nos 10 primeiros meses de 2020 apresenta valorização de 23% sobre idêntico período do ano anterior, resultado que deixa a impressão de que, apesar de todos os pesares, o setor continua caminhando bem.
Notar, porém, que esse ganho tem como base, apenas, o desempenho alcançado entre fevereiro e maio, período em que a valorização anual esteve próxima dos 40%. Já nos cinco meses decorridos entre junho e outubro o incremento de preço em relação a idêntico período anterior não chega a 10%, permanecendo insuficiente para cobrir o aumento de custos enfrentado.
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