Custo com alimentação das aves subiu 7,91% em outubro, segundo Embrapa Suínos e Aves

A Embrapa Suínos e Aves divulgou o Índice de Custos de Produção de Frango (ICPFrango) referente a outubro nesta segunda-feira (16), e os dados trazem mais um mês de alta para os inventimentos na atividade, principalmente com a nutrição dos animais. Em outubro, o índice ficou em 328,76 pontos, aumento de 8,89% em relação à setembro, alta de 36,33% desde janeiro e de 37,43% nos últimos 12 meses.
A alimentação das aves teve um aumento de 7,91% em outubro no comparativo com setembro, representando 73,89% do total de investimentos feitos pelo avicultor. O custo com a nutrição dos frangos subiu 31,23% desde janeiro deste ano, e no acumulado dos últimos 12 meses, o avanço foi de 31,37%.
Conforme informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), mesmo com os preços do frango em alta, a relação de troca com o preço pago pela ave versus os custos de insumos como farelo de soja e milho tem sido desfavorável ao avicultor.
A informação é corroborada pelo CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, que em entrevista ao Notícias Agrícolas informou que "entre outubro do ano passado e outubro deste ano, em reais, a soja aumentou 81% e o milho, 86%, enquanto em dólar, esses insumos subiram 14% e 2,4%, respectivamente. A ração para frangos de corte, por exemplo, teve alta de 92%, enquanto o preço pago pela ave subiu 35%".
No Paraná, principal Estado produtor de frangos de corte, no comparativo com setembro, o custo de produção na avicultura aumentou 8,97%, chegando a R$ 4,25/kg de ave. No caso da alimentação das aves no Estado, o avanço em outubro foi de 10,95% em relação ao mês anterior, atingindo R$ 3,14/kg.
Já no Rio Grande do Sul, Estado atingido por uma forte estiagem que prejudicou a produção de grãos, os custos de produção do frango de corte saltaram 18,7% em outubro, chegando a R$ 4,31/kg. O investimento na nutrição das aves aumentou 19,25%, atingindo R$ 3,22/kg.
O menor aumento nos custos de produção foi em Santa Catarina, com alta de 7,41% em outubro, fechando em R$ 3,62/kg. O custo dos insumos no Estado subiu 9,48% no comparativo com setembro, fehcando em R$ 2,54/kg.
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