Exportação brasileira de carne de frango: volume destinado ao México aumentou quase 800% em 2021
À primeira vista, o ranking dos 10 principais importadores da carne de frango brasileira nos sete primeiros meses de 2021 não apresenta maiores alterações em relação ao mesmo período de 2020. Porque, por exemplo, excetuada breve troca de posições entre o 4º e o 5º colocados, os cinco maiores importadores permanecem os mesmos.
Porém, a partir da 6ª posição registram-se mudanças radicais. Assim, no posto antes ocupado por Hong Kong, estão agora as Filipinas, cujas importações praticamente dobraram em relação ao ano passado. E, neste caso, vale lembrar que no primeiro semestre as Filipinas se colocaram como o terceiro maior importador da carne de frango dos EUA, o que, somado às compras brasileiras, coloca aquele mercado entre os principais importadores de carne de frango do mundo.
Mas o grande destaque em relação aos 10 maiores clientes do Brasil está, no momento, na oitava posição. Quem a ocupava, um ano atrás, era o Kuwait, agora no 16º posto. Foi substituído pelo México que, graças a um aumento de volume de quase 800%, ascendeu de uma remota 32ª posição em 2020 para o grupo dos 10 neste ano.
Notar, de toda forma, que o índice de aumento sem dúvida excepcional decorre de uma base significativamente baixa. Ou seja: no ano passado, entre janeiro e julho, as importações mexicanas sofreram queda de mais de 80% em relação a 2019, ficando aquém das 8 mil toneladas. Ainda assim, o volume importado neste ano aumentou mais de 60% em relação aos mesmos sete meses de dois anos atrás.
Completa o time de estreantes no ranking dos 10 mais o Iêmen, com aumento de volume de 17%.
Nos passados sete meses, os líderes do ranking aumentaram o volume importado em 10,23%, neutralizando totalmente as quedas registradas pela China (-7,03%), Japão (-2,82%) e Coreia do Sul (4,59%). Contribuíram para o adicional obtido neste ano pelos exportadores brasileiros – 177 mil toneladas a mais – principalmente o México (35% do volume adicional), as Filipinas (28%) e a África do Sul (22,5% do volume adicional).
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