Suinocultura independente: com excesso de oferta, preços não se sustentam, mesmo com demanda tradicional de dezembro

Publicado em 09/12/2021 14:44 784 exibições
De acordo com lideranças, situação é preocupante, e não há horizonte para melhora, uma vez que as datas comemorativas de final de ano já estão muito próximas

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Apesar de o mês de dezembro ser considerado pela suinocultura como um excelente período para vendas e bons preços, os valores do suíno vivo recuaram, segundo lideranças do setor, devido ao excesso de oferta. 

Em São Paulo, nesta quinta-feira (9), a Bolsa de Suínos resultou em preços mais baixos, saindo de R$ 8,00/kg vivo para R$ 7,20/kg vivo, conforme informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS).

O presidente da entidade, Valdomiro Ferreira, explica que a queda foi motivada pela oferta maior de produto no mercado, e que a próxima semana, que seria a melhor em termos de venda, e isso deve escoar um pouco a oferta, mas vai depender da posição do consumidor.

"Em função da proximidade do Natal, não deve haver tempo para dar maiores reajustes aos preços dos animais. Nos últimos 30 anos na suinocultura paulista nunca aconteceu de termos prejuízo nos 12 meses do ano", disse Ferreira.

No mercado mineiro, o preço caiu de R$ 7,50/kg para R$ 6,80/kg vivo, de acordo com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).

Segundo o consultor de mercado da entidade, Alvimar Jalles, a pergunta chave é "o que está acontecendo com o mês de dezembro que historicamente temos ótima demanda e aumento de preços?!". A resposta, de acordo com ele, é que a ótima demanda estará presente mas nesse momento a oferta a nível Brasil está maior.

Santa Catarina, que também negocia os animais no mercado independente às quintas-feiras, também registrou retração, saindo de $ 7,10/kg para R$ 6,57/kg. O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, pontua que "há muita oferta das grandes indústrias que estão jogando até no mercado independente suínos à revelia, e também jogando carcaça em frigoríficos menores, que ao invés de comprarem o suíno vivo do independente, compram a carcaça".

No estado do Paraná, Considerando a média semanal (entre os dias 02/12/2021 a 08/12/2021), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 5,63%, fechando a semana em R$ 6,54.

"Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,56", informou o reporte do Lapesui.

O mercado gaúcho, que negocia os animais no mercado independente às sextas-feiras, registrou estabilidade em R$ 6,84/kg vivo na última sexta-feira (3). O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdeci Folador, afirma que o volume de vendas está dentro da normalidade, mas os preços não mudam, e o produtor acaba ficando no prejuízo devido aos altos custos de produção. 
 

Por:
Letícia Guimarães
Fonte:
Notícias Agrícolas

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