Pedido de socorro da suinocultura paranaense terá mobilização em Curitiba
Para destacar a qualidade da carne suína como uma proteína saborosa e saudável e ao mesmo tempo evidenciar à população paranaense e brasileira as graves dificuldades pelas quais passam os criadores de suínos, uma mobilização será realizada na próxima quarta-feira, 13 de abril, a partir das 9 horas, na “Boca Maldita”, centro de Curitiba. A iniciativa da Associação Paranaense de Suinocultores em conjunto com suas regionais afiliadas, Suinosul e Assuinoeste, contará com a distribuição gratuita de cortes de carne suína à população, assim como lanches produzidos à base de carne suína.
Durante o evento, as entidades representativas da classe divulgarão inúmeras reivindicações com o objetivo de salvaguardar as atividades dos suinocultores e milhares de empregos gerados pela cadeia produtiva suinícola.
Um quadro de altos custos de produção e baixos preços de comercialização do suíno vivo colocam em extrema dificuldade os produtores de suínos em todo o Brasil.
Isso ocorre após dez anos seguidos consecutivos de crescimento da atividade e, com o ambiente desfavorável, produtores estão deixando a atividade, prevendo-se uma queda na produção de animais.
No Paraná, segundo maior produtor nacional de suínos, milhares de produtores estão envolvidos na produção comercial intensiva, produzindo carne de alta qualidade e com total sanidade animal, mas a suinocultura se encontra em gravíssima crise.
O presidente da APS, Jacir José Dariva, ressalta que “milhares de empregos dependem diretamente dos resultados da suinocultura comercial, mas os produtores estão à beira do caos, aumentando diariamente seu endividamento e muitos até já desistiram da atividade, deixando inativas granjas que demandaram investimentos significativos para a sua estruturação e eliminando a oferta de mão de obra no campo”.
Segundo ele, nesse sentido, as entidades representativas coordenam ações para destacar às autoridades e à opinião pública em geral, a grave crise do setor. Com isso, os produtores paranaenses se unem aos criadores dos demais estados produtores de suínos do Brasil que também chamam a atenção para a gravidade da situação. Manifestações já foram realizadas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Reivindicações
Entre outras ações, as entidades representativas dos produtores conclamam ao povo paranaense e brasileiro que consuma mais carne suína em suas refeições, e que se informe mais a respeito da carne suína e de seus benefícios à saúde. Orientam ainda que a população compre carne suína das agroindústrias locais.
“Em outra frente com vistas a amenizar a crise do setor, estamos orientando os produtores à redução dos plantéis e as agroindústrias para que não aumentem a produção, com vistas a ajudar no tocante ao equilíbrio do mercado.”, salienta Jacir Dariva.
As reivindicações aos governos estadual e federal incluem a sugestão para a aquisição de carne suína para os programas sociais e educacionais, retirada temporária de tributos e repactuação das dívidas dos suinocultores independentes. Outra medida importante seria a manutenção de estoque regulador e comercialização de milho para pequenos produtores independentes com subsídios governamentais.
Confira o manifesto
Aos consumidores:
Que consumam mais carne suína em suas refeições;
Que se informem mais a respeito da carne suína e de seus benefícios à saúde;
Que comprem carne suína das agroindústrias locais.
Às agroindústrias e aos próprios produtores:
Que reduzam o plantel em pelo menos 20%;
Que não haja, em hipótese alguma, aumento do plantel, independentemente da condição do suinocultor (independente, cooperado ou integrado).
Ao Governo estadual:
Que adquira carne suína para os programas estaduais (sociais, merenda escolar, presídios);
Que retire os tributos incidentes sobre a carne suína por pelo menos 90 dias.
Ao Governo Federal:
Que repactue as dívidas dos suinocultores independentes;
Que adquira carne suína para fornecer nos programas sociais federais, ajudando a ajustar o estoque interno;
Que mantenha estoque regulador e promova a comercialização de milho para pequenos produtores independentes com subsídios governamentais.
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