Setor de proteínas animais espera valorização da atividade por parte da nova presidência eleita para seguir atendendo aos mercados interno e externo

Publicado em 01/11/2022 10:48
De acordo com lideranças, a perspectiva é que não haja nenhuma medida que rompa o atual andamento da produção de carnes, ovos e leite no país, e sim de amparo à compra de insumos

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Com a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo (30) em segundo turno, o setor de proteínas animais agora projeta qual será o cenário a ser observado a partir do início do novo governo, no dia 1º de janeiro. Lideranças destacam que esperam que não haja medidas que rompam com o atual ritmo de produção, e aguardam iniciativas que amparem a cadeia produtiva na aquisição de insumos.

Na opinião do presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador, pelo discurso oficial lido presidente eleito ainda no domingo, "se ele seguir o que ele disse, que irá apoiar o pequeno e médio priodutor, crescer e desenvolver o Brasil e que as coisas prosperem, não é o mais perfeito dos mundos, mas precisamos ver o que vai acontercer". 

Folador destaca que não há espaço no Brasil para que o novo governo possa fazer algo "Muito diferente" do que já está sendo feito no agronegócio, especificamente para a área de proteína animal. "A nossa produção cresce e se desenvolve para atender mercado interno, mas o externo também é muito importante para deixar o setor com alguma vantagem, já que vimos colocando comida na mesa dos brasileiros", disse.

Ele ainda complementa que o país é maior do que qualquer ideologia de governo, e que não podem chegar e "virar tudo do avesso". Outro ponto levantado pelo presidente da Acsurs é de que, com um Congresso e um Senado brasileiro eleito com uma força alinhada mais à direita, o Executivo não terá toda a liberdade e poder que não seja com alinhamento para manter a economia e produção brasileira da forma como está.

Representando a avicultura de corte e de postura, José Eduardo dos Santos, presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), ressalta que estas eleições mostraram um país dividido, e de início, o que preocupa são os movimentos "que vêm acontecendo dos dois lados que estão obstruindo o fluxo comercial, prejudicando o produtor e o consumidor".

Se referindo ao bloqueio em rodovias gerado por manifestações contrárias ao resultado do segundo turno, Santos pontua que as aves seguem um ciclo de produção e que precisam sair para ir para o frigorífico para que outro lote chegue nas granjas. 

"Independente do que acontecer nos próximos dias, o agronegócuoo precisa ser valorizado, porque temos sido o fiel da baçlança, atendendo a demanda da população nacional e internacional. É necessário que os órgãos que cuidarão diretamente do agro criem um atendimento especial, principalmente para este setor que não parou na pandemia nem em outrras crises para evitar danos maiores para a economia e popiulação como um todo", disse Santos. 

Para o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APA), Jacir José Dariva, a expectativa é que o novo governo eleito reconheça a importância da função e da missão do setor de produção de proteína animal na sociedade.

"Como um governo que se posiciona como socialista, que quer alimentar a todos, vai pesar ainda mais a nossa importânica. O que paira é a insegurança em relação às proipriedades, que se não houver comida, podem ser invadidas, segundo informações que temos recebido. Se ele fizer o que fez no primeiro governo, dando apoio aos pequenos e médios produtores, será bom. Aqui no Paraná, os pequenos e médios suinocultores são a maioria, então se tirar a narrativa do papel e colocar na realidade, vai ser bom para o setor", disse Dariva.

Em relação à pecuária leiteira, Jefferson Pagno, gerente da área de pecuária de leite da Frísia Cooperativa Agroindustrial, o cenário que se projeta, ainda de maneira muito incipiente, é o que foi propagado durante a campanha: redução no preço das commodities para compras pelo setor de proteína animal e diminuição dos preços de alimentos para o consumidor. 

"Entretanto, para que o preço ao consumidor caia, é inevitável que baixe também o preço pago ao produtor. Tem muita expectativa em relaçao à questão cambial. São apenas expectativas e, na verdade, teremos que esperar o que vai acontecer", finalizou.

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Por:
Letícia Guimarães
Fonte:
Notícias Agrícolas

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