Fortalecer a vigilância e a resposta à gripe aviária nas Américas é tema de reunião da força-tarefa da OPAS
A fim de acordar estratégias comuns para fortalecer a prevenção e o controle de surtos de gripe aviária em animais nas Américas e mitigar o risco de transmissão a humanos, Aa Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) reuniu especialistas em saúde pública e animal de nove países da região nesta semana no Brasil.
A reunião, organizada pela Unidade de Manejo de Ameaças Infecciosas do Departamento de Emergências em Saúde e pelo Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), ambos da OPAS, ocorreu em um momento em que a região passa por surtos de gripe aviária em aves ao ar livre e selvagens. Na primeira semana de março, 14 países relataram surtos. Em janeiro, um caso humano de gripe aviária foi relatado em um país latino-americano.
“A saúde animal e humana estão interconectadas, portanto, a colaboração entre os vários atores na interface entre humanos e animais é essencial para prevenir a transmissão da gripe aviária para as pessoas, detectar rapidamente casos humanos, cuidar de pacientes em potencial e responder a surtos”, afirmou. Dra. Andrea Vicari, chefe da Unidade de Manejo de Ameaças Infecciosas da OPAS.
“Atualmente, a probabilidade de transmissão sustentada de pessoa para pessoa da gripe aviária é muito baixa, mas devemos estar preparados para essa possibilidade”, disse o Dr. Manuel Sánchez Vázquez, conselheiro de epidemiologia veterinária da Panaftosa. Por isso, enfatizou, “é necessário que os setores de saúde pública e saúde animal realizem análises de risco conjuntas para estabelecer estratégias de mitigação”.
No âmbito da Consulta Regional para o fortalecimento do trabalho intersetorial na interface humano-animal da influenza, representantes dos Ministérios da Saúde e Agricultura da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Guatemala e México , bem como a OPAS e parceiros, desenvolveram uma série de diretrizes para mitigar o risco de transmissão da gripe aviária, que serão adicionadas às recomendações da OPAS e poderão ser adotadas pelos países da região.
Especialistas da OPAS durante consulta regional no Brasil
Entre las recomendaciones figuran: reforzar el trabajo en la prevención y control de los brotes de influenza aviar, crear una comisión técnica nacional para el intercambio y análisis de información entre los ministerios de Salud, Agricultura y Ambiente, y fortalecer la vigilancia y respuesta a la gripe aviária. Também destaca o desenvolvimento de estratégias de comunicação e participação da comunidade.
O cumprimento adequado dos padrões de higiene e biossegurança em trabalhadores expostos a aves infectadas ou superfícies contaminadas, bem como a detecção precoce de infecções em humanos e a contenção da potencial transmissão entre humanos também são recomendações importantes.
Outros animais, como porcos, também podem pegar gripe e espalhar o vírus para as pessoas.
"É importante manter a vigilância do vírus tanto nas aves como nos porcos para detectar a tempo qualquer alteração significativa na sua genética que possa torná-lo mais facilmente transmissível às pessoas e de pessoa para pessoa, pois, se esta situação acontecer, poderia gerar uma pandemia", disse Vicari.
A OPAS trabalha com os países da região para fortalecer a vigilância do vírus da gripe aviária em aves e coopera para detectar, tratar e investigar prontamente casos de infecção pelo vírus A(H5N1) em pessoas quando eles ocorrem. Nos últimos meses, especialistas da OPAS realizaram várias missões técnicas a países da região para fortalecer as capacidades de vigilância da gripe aviária e de outros vírus da gripe animal.
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