Suínos/Cepea: valor médio mensal do animal registrou alta em julho em relação a junho
Mesmo diante da acentuada queda no preço do suíno vivo verificada na segunda quinzena de julho, o valor médio mensal do animal registrou forte alta em relação ao de junho.
A sustentação veio do incremento sazonal na procura pela carne suína observada no início de julho, o que, por sua vez, levou frigoríficos a intensificarem a compra de lotes extras de animais para abate naquele período. Esse contexto elevou os preços de negociação do setor nas primeiras semanas do mês.
Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno vivo posto na indústria teve média de R$ 6,64/kg em julho, alta de 10% frente à do mês anterior, mas leve baixa de 0,9% em relação à de julho de 2022, em termos reais (deflacionado pelo IGPDI de junho de 2023).
Em Ponte Nova (MG), o animal foi comercializado à média de R$ 6,83/kg em julho, forte valorização de 11,2% em relação a junho e ainda 2,8% acima da média do mesmo período de 2022, em termos reais.
No Sul do Brasil, também foi observado movimento de alta nas praças acompanhadas pelo Cepea. Em Arapoti (PR), o valor do suíno vivo posto avançou 10,4% de junho para julho, com a média a R$ 6,51/kg no último mês. Em valores reais, a média subiu 3,9% na comparação anual.
No Oeste Catarinense, houve alta de 5% no valor do animal de junho para julho, indo para R$ 6,19 kg. Em um ano, a elevação no preço foi de 2,7%, em termos reais. Na Serra Gaúcha, o animal se valorizou 6% na comparação mensal e 1,7% na anual, com a média de negociação a R$ 6,15/kg em julho.
No mercado atacadista da carne, a boa liquidez no início de julho também sustentou a média mensal, mesmo com as consecutivas desvalorizações da proteína no encerramento do mês. De junho a julho, as cotações da carcaça especial avançaram 9,8% na Grande São Paulo (SP), com a média a R$ 9,83/kg no último mês. Em relação a julho de 2022, houve avanço de 3,15%, em termos reais (deflacionado pelo IPCA de junho de 2023).
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