Boa reposição ocasiona em oferta ajustada de carne de frango em outubro
A avicultura de corte apresentou um mês de preços positivos no atacado e mercados independentes do vivo. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, no decorrer de outubro foi observado uma oferta ajustada, com boa reposição ao longo da cadeia.
“No atacado, preços em alta. Houve boa evolução da demanda, com cortes do frango competitivos frente a produtos concorrentes, principalmente em relação a carne bovina”, disse o analista.
Ele explica também que a exportação vem melhorando bem, o que contribui para o ajuste da disponibilidade no interior do país. Além disso, os agentes ainda estão na expectativa da China nas compras, o que pode acontecer em breve e que ajudaria ainda mais nos resultados.
“O último bimestre tende a ser positivo para carne de frango, pelos mesmas variáveis citadas para carne suína. Teremos festividades e décimo terceiro, turbinando a economia”, concluiu Iglesias.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços dos cortes congelados de frango tiveram mudanças ao longo do mês. O preço do quilo do peito teve alta de R$ 10,00 para R$ 11,00, o quilo da coxa de R$ 7,60 para R$ 8,10 e o quilo da asa de R$ 11,00 para R$ 11,10. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve avanço de R$ 10,10 para R$ 11,20, o quilo da coxa de R$ 7,80 para R$ 8,30 e o quilo da asa de R$ 11,20 para R$ 11,30.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também apresentou alterações nas cotações durante o mês. No atacado, o preço do quilo do peito valorizou de R$ 10,10 para R$ 11,10, o quilo da coxa de R$ 7,70 para R$ 8,20 e o quilo da asa de R$ 11,10 para R$ 11,20. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve ganho de R$ 10,20 para R$ 11,30, o quilo da coxa de R$ 7,90 para R$ 8,40 e o quilo da asa de R$ 11,30 para R$ 11,40.
O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 5,60 e, em São Paulo, em R$ 6,40.
Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,75. Na integração do oeste do Paraná, a cotação permaneceu em R$ 4,90 e, na integração do Rio Grande do Sul, em R$ 4,75.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango teve estabilidade de R$ 5,55. Em Goiás, a cotação seguiu em R$ 5,55 e, no Distrito Federal, em R$ 5,60.
Em Pernambuco, o quilo vivo subiu de R$ 7,00 para R$ 8,00, no Ceará de R$ 7,50 para R$ 8,30 e, no Pará, de R$ 7,25 para R$ 8,50.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 664,259 milhões em outubro (18 dias úteis), com média diária de US$ 36,903 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 395,074 mil toneladas, com média diária de 21,948 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.681,4.
Em relação a outubro de 2024, há recuo de 2% no valor médio diário, alta de 11,1% na quantidade média diária e baixa de 11,8% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
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