Influenza Aviária volta a afetar produção de frango nos EUA e acende alerta sanitário
A avicultura comercial dos Estados Unidos voltou a registrar casos de Influenza Aviária Altamente Patogênica (IAAP), com a confirmação de um novo foco no estado do Arkansas. O caso foi identificado em 10 de abril em um plantel de 191,2 mil frangos de corte, localizado no Condado de Clay.
A confirmação foi divulgada pelo Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal, órgão vinculado ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, responsável pelo monitoramento sanitário no país. Este é o primeiro registro da doença em aves comerciais no estado desde o final de 2025.
O último episódio havia sido registrado em 29 de dezembro, no Condado de Drew, quando cerca de 19,4 mil matrizes de frango de corte foram afetadas. Já em janeiro deste ano, houve notificações em criações não comerciais, que, conforme diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal, não impactam o comércio internacional de aves.
Histórico recente mostra redução, mas vírus segue presente
Ao longo de 2025, o Arkansas contabilizou quatro focos em granjas comerciais e cinco em criações não comerciais, indicando uma redução no número de ocorrências, embora o vírus permaneça ativo no território.
Além do Arkansas, outros estados norte-americanos também relataram novos casos de IAAP em abril. Em Dakota do Sul, foram confirmados dois focos em lotes comerciais de perus, enquanto o Indiana registrou três ocorrências envolvendo criações comerciais de patos.
Monitoramento sanitário segue como prioridade para o setor avícola
A reintrodução da Influenza Aviária em sistemas comerciais reforça a necessidade de vigilância constante e rigor nos protocolos de biosseguridade na avicultura. Embora casos isolados não representem, automaticamente, impactos comerciais amplos, a recorrência da doença mantém o setor em alerta, especialmente diante da relevância dos Estados Unidos no mercado global de carne de frango.
O acompanhamento da evolução dos focos e das medidas de contenção adotadas pelas autoridades sanitárias será determinante para avaliar possíveis reflexos na produção, no comércio internacional e na segurança sanitária da cadeia avícola.
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