Febre aftosa avança na Grécia e pressiona produtores locais
O avanço de casos de Febre aftosa na ilha de Lesbos tem gerado impactos diretos na produção pecuária e elevado a pressão econômica sobre produtores, especialmente do setor leiteiro. Desde meados de março, ao menos 22 propriedades foram confirmadas com a doença na região nordeste da ilha, concentradas em um raio de aproximadamente quatro quilômetros.
De acordo com dados reportados à Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH), os focos envolvem principalmente rebanhos de ovinos, caprinos e, em menor escala, bovinos. Até o momento, não há registro de infecção em suínos, apesar da presença significativa dessa atividade na ilha, sobretudo na região sul.
Como medida sanitária, todos os animais das propriedades afetadas estão sendo abatidos e descartados no local, seguindo protocolos internacionais de contenção. O vírus identificado pertence ao sorotipo SAT 1, e há indícios de que já circulava antes da detecção oficial, possivelmente de forma subclínica em ovinos.
Além do impacto sanitário, a crise tem provocado efeitos econômicos relevantes. A imposição de restrições à circulação de produtos pecuários levou à interrupção parcial do escoamento de leite e derivados, pressionando preços e dificultando a comercialização. Mesmo produtores não infectados enfrentam barreiras adicionais, como exigências sanitárias mais rigorosas e retração da demanda.
A situação também afeta a cadeia de ovinos, com o fechamento de abatedouros e a impossibilidade de envio de animais ao mercado. Durante o período da Páscoa, estima-se que cerca de 70 mil ovinos tenham sido abatidos e consumidos localmente, refletindo o bloqueio logístico imposto pelas medidas de controle.
O cenário tem provocado mobilização dos produtores, que reivindicam compensações financeiras. Protestos chegaram a impactar a operação do porto de Mitilene, ponto estratégico de ligação com a Turquia, ampliando os efeitos da crise para além do setor agropecuário.
Situação semelhante é observada no Chipre, onde mais de 70 propriedades registraram focos desde fevereiro, também com predominância em rebanhos de ovinos e caprinos. A proximidade geográfica com áreas sob influência turca levanta preocupações adicionais sobre a dinâmica de disseminação regional da doença.
O avanço da febre aftosa nessas regiões reforça os desafios sanitários em sistemas produtivos com forte presença de pequenas propriedades e múltiplas espécies, exigindo respostas rápidas para contenção e mitigação dos impactos econômicos.
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