Preço do leite é o maior desde 2001
Publicado em 16/06/2009 09:20
Valor do litro do produto em Porto Alegre atinge R$ 2,44, mas reposição ainda não chegou ao campo
Há oito anos, o consumidor brasileiro não pagava tão caro pelo leite UHT no supermercado. Levantamento da Scot Consultoria mostra que maio foi o quinto mês de alta consecutiva para o produto, negociado, em média, a R$ 2,28 o litro, o maior valor nominal desde 2001. Nesta semana, o preço no Rio Grande do Sul chegou a R$ 2,39, segundo a Associação Gaúcha dos Supermercados (Agas). O valor é 26,45% superior ao praticado em abril, de R$ 1,89. Ontem à tarde, algumas redes vendiam o produto a R$ 2,44. Com preço salgado e promoções escassas, as ofertas se esgotam rapidamente nas gôndolas.
A alta é natural nesta época, que combina reposição de estoque no varejo e entressafra no campo. Todavia, neste ano, o baque no bolso foi maior por causa da seca, que reduziu ainda mais a captação de matéria-prima. A boa notícia para o consumidor é que, com estoque reequilibrado, o varejo voltou ao ritmo normal de compras na última semana, o que freou os preços para o atacado. "Chegamos no limite. Estamos num patamar que não permite novos aumentos", analisa o presidente da Agas, Antonio Longo. O presidente do Sindilat, Paulo Feijó, disse que o valor ao consumidor reflete a realidade de 15 dias atrás. "A expectativa é de manutenção de preços, com pequena alta devido à geada sobre as pastagens."
O produtor é o último a se beneficiar. A projeção do Conseleite para o pagamento do litro entregue em maio é que a média chegue a R$ 0,64, incremento de 9,53% em relação a abril, reclama o assessor de Política Agrícola da Fetag, Airton Hoercheider. Para o consultor Alex Lopes da Silva, a tendência de alta ao produtor permanecerá em junho e julho devido ao reflexo tardio em relação ao resto da cadeia. Mas Silva não acredita que o repasse ao campo chegue ao percentual imposto ao consumidor. Ele explica que o menor poder de barganha e o fato de o produtor ser o único a não gerir estoques ampliam a diferença de remuneração.
A alta é natural nesta época, que combina reposição de estoque no varejo e entressafra no campo. Todavia, neste ano, o baque no bolso foi maior por causa da seca, que reduziu ainda mais a captação de matéria-prima. A boa notícia para o consumidor é que, com estoque reequilibrado, o varejo voltou ao ritmo normal de compras na última semana, o que freou os preços para o atacado. "Chegamos no limite. Estamos num patamar que não permite novos aumentos", analisa o presidente da Agas, Antonio Longo. O presidente do Sindilat, Paulo Feijó, disse que o valor ao consumidor reflete a realidade de 15 dias atrás. "A expectativa é de manutenção de preços, com pequena alta devido à geada sobre as pastagens."
O produtor é o último a se beneficiar. A projeção do Conseleite para o pagamento do litro entregue em maio é que a média chegue a R$ 0,64, incremento de 9,53% em relação a abril, reclama o assessor de Política Agrícola da Fetag, Airton Hoercheider. Para o consultor Alex Lopes da Silva, a tendência de alta ao produtor permanecerá em junho e julho devido ao reflexo tardio em relação ao resto da cadeia. Mas Silva não acredita que o repasse ao campo chegue ao percentual imposto ao consumidor. Ele explica que o menor poder de barganha e o fato de o produtor ser o único a não gerir estoques ampliam a diferença de remuneração.
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Fonte:
Correio do Povo
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