Acordo no setor de lácteos deve abrir mercados ao Brasil

Publicado em 21/09/2010 07:55
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A cooperação entre Brasil e Argentina no setor de lácteos poderá abrir caminho para mercados aos quais o país não tem acesso, como Rússia, China e Egito. A projeção foi feita pelo presidente da Câmara Setorial do Leite, Rodrigo Alvim. Nesta segunda-feira (20), em reunião no Ministério da Agricultura, em Brasília, o grupo redigiu documento com os termos brasileiros para a cooperação com o país vizinho. O texto, segundo Alvim, não está concluído e ainda passará pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC) antes de ser enviado para o governo argentino, o que deve ocorrer até amanhã. O conteúdo, entretanto, não foi divulgado por conter questões relativas ao mercado interno e externo. Os dois países irão selar o acordo em encontro no dia 7 de outubro, em Buenos Aires. "A cooperação só acontecerá se for para criarmos uma plataforma para exportações para terceiros mercados", reforçou Alvim. Segundo ele, a ideia é que as nações indiquem empresas que tenham interesse em atuar em conjunto e que definam ações e alvos de interesse comum a serem atingidos. "Se der certo, o processo vai melhorar o acesso a mercados." Os dois países juntos produzem 38 bilhões de litros de leite por ano. "Quanto mais escala, mais forte fica (o vendedor) no mercado", aposta.

O diretor-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, representou o RS no encontro. Segundo ele, o Brasil precisa fortalecer suas indústrias para fazer frente às concorrentes internacionais na disputa pelo consumo de lácteos nacional. "É positivo, mas precisamos ter cuidado", pontuou. Nesse cenário, empresas maiores e mais bem estruturadas poderão se unir a companhias menores. "Isto será muito interessante, desde que não haja concorrência e pessoas se digladiando no Mercosul", completou Alvim. O BNDES e o Banco de La Nación estudam a criação de fundo para financiar projetos de exportação. Segundo Alvim, o maior entrave aos negócios é o câmbio. "Se pegarmos o preço médio que a indústria está comprando o leite e convertermos em dólares, ele é alto. Mas, no mercado externo, o produto ainda é vendido por preço baixo." Ele cita outros fatores que prejudicam as exportações, como os juros e os tributos.
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Fonte: Correio do Povo + Mapa

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