Mercado suíno permanece aquecido

Publicado em 08/10/2010 09:19
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O mercado de suíno nesta semana se manteve bastante aquecido com a manutenção dos preços de comercialização em grande parte dos estados produtores. Os dados divulgados na última semana de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam o bom momento da suinocultura brasileira. O abate de suínos aumentou 3,3% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior, somando 8,067 milhões de cabeças. Em comparação com o segundo trimestre do ano passado, houve alta de 6,6%. Segundo o IBGE desde o terceiro trimestre de 2008 o volume de suínos abatidos vem superando o de bovinos.

A alta no comércio de carne suína tem atingido também os produtores integrados, como é o caso da Coopercentral Aurora maior compradora e abatedora de suínos de SC que elevou em 4,5% o valor pago aos suinocultores pelo preço do quilo de suíno vivo que sobe de R$ 2,25 para R$ 2,35. Acrescido do adicional de tipificação (em média 8%), a remuneração final ao criador atinge R$ 2,50/kg para animais em pé entregues aos frigoríficos. Todo o esforço de recuperação do setor realizado em 2009 e, principalmente, em 2010, faz com que o atual preço básico (R$ 2,35/kg) seja exatamente o preço praticado em outubro de 2008, antes da violenta crise financeira internacional, que derrubou as exportações brasileiras e provocou uma crise sem precedentes na cadeia industrial da suinocultura.

Com o aumento do preço da carne bovina, os consumidores já estão gastando mais para comprar frango, peixe e suíno no estado de São Paulo. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a carne de boi subiu, em média, 5,48%, no mês de setembro e com o aumento do valor cobrado pela carne bovina, os clientes passaram a optar por outras fontes de proteína. Cenário que já pode ser percebido na alteração de preços no mercado de suínos na região. A bolsa do estado comercializou 14.105 suínos entre R$ 60,00 a R$ 62,00/@, o equivalente a R$ 3,20 a R$ 3,31 o quilo do suíno vivo, respectivamente, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS).

No mercado do Paraná os preços se mantiveram no mercado independente, com  o quilo do suíno vivo sendo é cotado a R$ 2,80 o quilo vivo, como informou a Associação Paranaense de Suinocultores (APS). Já Santa Catarina apresentou não só elevações no preço pago ao produtor integrado, como ao independente também que esta semana comercializou o quilo do suíno vivo a R$ 2,75 um aumento de R$ 0,15, segundo dados da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS).

Segundo levantamento divulgado pela Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), o preço médio do quilo vivo do suíno pago ao produtor gaúcho independente subiu R$ 0,05 atingindo o valor de R$ 2,74 o quilo, enquanto o preço máximo teve queda de três centavos, atingindo R$ 2,84. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o preço médio atual é R$ R$ 0,53 superior ao praticado no período.

Declarações

Esse aumento significa uma melhor margem de lucro para o produtor, tivemos nos últimos dias um aumento nos preços do milho e farelo de soja, comprometendo assim parte da lucratividade na atividade. Com este aumento voltam às margens de lucros, mantendo assim o otimismo na atividade
Losivanio de Lorenzi, presidente da ACCS

"É preciso lembrar que este momento bom que a suinocultura se encontra só existe quando a produção é igual ou menor do que a demanda de consumo, por isso, precisamos apostar e trabalhar pelo aumento de consumo e o produtor se em torno de sua associação
Carlos Geesdorf, presidente da APS

O preço atingido este mês de comercialização se comprado ao do ano anterior, que passávamos por período de crise, nos mostra o quanto a suinocultura vive um momento próspero. Então o mercado do Rio Grande do Sul segue bastante positivo, com os valores de comercialização do suíno atendendo a necessidade do produtor.
Valdecir Folador, presidente da Acsurs
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Fonte: Suinocultura Industrial

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