Países de língua latina absorvem um quarto das exportações de frango dos EUA

Publicado em 17/11/2010 09:17 216 exibições
É detalhe desprezível. Mas não deixa de ser curioso constatar que nos nove primeiros meses de 2010 exatos 25% das exportações norte-americanas de carne de frango foram destinadas a três países de língua latina – os vizinhos México e Cuba (de língua espanhola) e, no continente africano, Angola (de língua portuguesa). No período, os três foram os maiores importadores da carne de frango dos EUA.

Já há algum tempo, os dois postos principais vinham sendo ocupados por Rússia e China, o México surgindo na terceira ou quarta posição. Em 2009, por exemplo, a Rússia absorveu mais de 20% das exportações norte-americanas, enquanto a China (sem considerar as compras de patas de frango, bastante significativas) importou outros 11% - o que significa que mais de um terço do total exportado pelos EUA seguiram para apenas dois países.

Em 2010 essa situação mudou. De um lado, porque a Rússia embargou o frango higienizado com cloro dos EUA (processo de importação só foi retomado em setembro). De outro, porque a China impôs pesada taxação ao frango norte-americano. Como resultado, Rússia e China caíram, respectivamente, para a sétima e décima posições.

Entre janeiro e setembro de 2010 os “latinos” aumentaram suas importações em pouco mais de 20%. Foi pouco frente ao encolhimento das importações russa e chinesa, que recuaram, na média, 85%.

De toda forma, os EUA neutralizaram grande parte dessa perda, aumentando os embarques não só para México e Angola (Cuba registra ligeira redução), mas também para a Lituânia (+45%), Taiwan (+82%), Turquia (+20%) e “demais importadores” (+50%).

Em conseqüência, os embarques totais dos EUA no ano caíram apenas 5,7%. O que não impediu que recuassem ao menor nível dos últimos três anos para esse período (primeiros nove meses do ano).

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Fonte:
AviSite

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