Exportadores avícolas aguardam definições da avicultura russa

Publicado em 10/12/2010 09:37 287 exibições
Volume estabelecido via quotas já não faz grande diferença
Ainda que ausente do noticiário avícola nas últimas semanas, a Rússia continua sendo a preocupação maior dos países exportadores de carne de frango, visto que, de maior importadora mundial do produto, tende – já em 2011 – a ser discreta coadjuvante nos negócios internacionais da carne de frango.

Embora questões menores sempre marquem as transações da Rússia com o mercado do frango, duas questões principais permanecem à espera de equacionamento: primeiro, a definição efetiva da quota de importação para 2011 e anos subsequentes; segundo, o uso (ou não) de carne de frango congelada na elaboração de alimentos industrializados.

Prevista desde o ano passado, a questão do uso do frango congelado transformou-se em celeuma (entre os russos e internacionalmente) quando, equivocadamente, divulgou-se que toda a comercialização do produto (para pós-industrialização, mas também para consumo direto) estaria proibida a partir de 1º de janeiro próximo.

Mesmo dirimida a dúvida (a proibição refere-se exclusivamente aos pós-industrializados, nos quais será vetada a utilização de frango congelado), a tensão dos exportadores permanece a mesma, já que apenas países muito próximos da Rússia podem fornecer ao país carne de frango resfriada.
E se isso não for equacionado, nem o que já foi questão-chave para os fornecedores externos – o volume exportável definido pelas quotas oficiais – importa mais. Em decisões anteriores, o governo russo havia estabelecido em 600 mil toneladas a quota de frango para 2011. Porém, recentes informações da imprensa local dão conta de que essa quota deve ser reduzida para apenas 350 mil toneladas.

Mas... e daí? O volume-quota de 2010 era de 780 mil toneladas e, no entanto, até setembro último (dados do próprio governo russo), o total importado não chegava a um terço desse volume. Ou seja: o volume estabelecido via quotas já não faz grande diferença.

É verdade, neste caso, que as baixas importações russas, em 2010, decorrem de uma decisão de ordem sanitária: vetar o frango (importado ou produzido internamente) cujas carcaças passaram por uma higienização final à base de derivados de cloro – o que afetou, quase exclusivamente, as exportações dos EUA, cuja quota para 2010 (quadro abaixo) estavam fixadas em 600 mil toneladas, 77% da quota total. Isso terminou por beneficiar outros exportadores, como o Brasil. Mesmo assim, as compras russas no mercado internacional poderiam ter sido maiores.

Tudo considerado, parece restar aos exportadores resignar-se com a saída da Rússia do posto de principal importador mundial de carne de frango. Em suas primeiras previsões para 2011 o USDA já previu essa perda, visto ter colocado como principais importadores o Japão, a União Europeia, a Arábia Saudita e – só na quarta posição – a Rússia.

Mas aceitas as indicações vindas de Moscou – quota de 350 mil toneladas em 2011 – a Rússia pode recuar para a nona ou décima posição, com importações similares à da China e da Venezuela. Muito pertinente.

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Fonte:
AviSite

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