Acordo entre EUA e China pode não incluir carne de frango

Publicado em 21/01/2011 12:49 276 exibições
A visita, nesta semana, do presidente chinês Hu Jintao aos EUA terminou com a formalização de um compromisso pelo qual a China deve importar um total de US$45 bilhões em produtos norte-americanos nas áreas agrícola, de telecomunicações e de tecnologia.
Na área agrícola é impossível imaginar que o acordo tenha deixado de fora a importação, pela China, de carne de frango, já que os chineses vinham sendo, até 2009, segundo ou terceiro principal consumidor da carne de frango dos EUA.
É provável, no entanto, que a carne de frango não tenha entrado no acordo. Não por vontade do governo do Barack Obama, mas por pressão da opinião pública norte-americana.
Recordando, em 2010 a China praticamente interrompeu a importação de frango dos EUA após constatar que a legislação relativa ao orçamento norte-americano impõe um veto ao frango chinês.
A retomada, pois, ficou condicionada ao fim desse veto que, mesmo derrubado, não implicará na abertura do mercado dos EUA ao frango produzido na China. Porque, em essência, manifestações de órgãos públicos e de ONGs de defesa dos consumidores têm demonstrado um grau de confiança “zero” nos alimentos de origem chinesa.
Mas quem também está na berlinda é o Departamento de Agricultura dos EUA, acusado de abrir brechas à importação do frango chinês apenas para atender interesses políticos e comerciais do país.
Na verdade, porém, nem mesmo as brechas criadas pelo USDA (ou por seu Serviço de Inspeção) liberam a entrada do produto chinês no mercado norte-americano, pois o país impõe ao produto uma série de barreiras intransponíveis. Mas o simples fato de também essas brechas serem removidas deve levar o governo chinês a manter o embargo ao frango norte-americano. Especialmente porque os negócios internacionais circulam por via de mão dupla.
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Avisite

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