Leite: Preços devem se manter estáveis

Publicado em 21/02/2011 08:32 230 exibições
Na propriedade, Lazinho adota a rotação de pastagens, adubação, sistema silvipastoril, com plantio de eucaliptos; gado é alimentado com ração e com a produção própria de alfalfa.
Segundo dados do Cepea, em janeiro, o preço médio pago pelo leite aos produtores teve leve aumento de 1,2% (0,9 centavo por litro) frente a dezembro de 2010, indo para R$ 0,7294/litro (valor bruto). Em relação a janeiro do ano passado, o valor atual apresenta valorização nominal de 22%. No Paraná, em janeiro deste ano, houve alta de 1,1% (0,8 centavo por litro), com média de R$ 0,7553/litro. A expectativa do Cepea é de que, com o mercado firme, deve ser mantida estabilidade de preços.

O produtor Lázaro Bueno Rodrigues, de Abatiá, vende o litro de leite por R$ 0,56. Segundo ele, no ano passado, durante a entressafra, o valor chegou a R$ 0,70. Os queijos produzidos por Leonice, esposa de Lazinho, são comercializados, em média, por R$ 6, mas o preço varia conforme o tamanho da peça.

De acordo com o agrônomo do Emater, Ciro Marcolini, a última média de custo anual na propriedade de Lazinho foi de R$ 0,34 por litro. Marcolini explica que 10% do custo deve-se aos medicamentos e, deste total, 70% é destinado a medicamentos contra a mastite, a principal doença que atinge o gado de leite.

Qualidade

O Paraná possui apenas um laboratório integrante da Rede Brasileira de Qualidade de Leite. Localizado em Curitiba, o laboratório realiza a análise de 120 mil amostras de leite por mês. ''Fazemos a análise do leite de dentro da porteira'', explica Altair Antonio Valloto, superintendente da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH). É verificado, a pedido das indústrias que processam o leite, se o produto atende às exigências de qualidade determinadas pela Instrução Normativa 51, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

De acordo com Valloto, o leite paranaense possui uma qualidade muito boa. Ele explica que existem três padrões de qualidade do leite: os que se referem ao percentual de gordura e de proteína no leite, os de higiene e resfriamento - avaliado por meio da contagem de bactérias -, e os padrões de saúde da vaca - avaliado pela contagem de células somáticas. ''Em termos de proteína, 92% das amostras que recebemos estão de acordo com a Instrução Normativa 51'', avalia. Além disso, 88% das amostras analisadas estão de acordo com as exigências quanto ao nível de gordura no leite. ''Precisamos apenas melhorar os índices de contagem de células somáticas e de bactérias, que estão acima do que gostaríamos'', comenta.

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Fonte:
Folha de Londrina

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