USDA atualiza relatório e coloca carne suína em alta

Publicado em 13/04/2011 09:05 347 exibições
USDA: em 2011, comércio das carnes bovina e de frango estável; da suína, em alta
Atualizando suas previsões para 2011 em relação à produção, consumo e comércio internacional de carnes, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) afirma que no comércio internacional o exercício será de alta para a carne suína e de estabilidade para as carnes bovina e de frango.
Nas projeções do USDA, as perspectivas de produção de carne bovina permaneceram praticamente inalteradas em relação à última estimativa (outubro de 2010), antecipando-se que o abastecimento restrito e os preços elevados continuarão restringindo uma maior expansão do comércio. De toda forma, é esperado algum aumento no Oriente Médio e no Sudeste Asiático. Mas, neste caso, quem deve se sair melhor que o Brasil (“maior exportador mundial”) é a Índia. Já a demanda nos grandes mercados importadores de carne bovina vai depender do ritmo de recuperação da economia.
A perspectiva de novo recorde na produção de carne suína tem como base os ganhos de eficiência da China e o aumento de peso ao abate na União Europeia. O adicional daí decorrente deve compensar as perdas enfrentadas pela Coreia do Sul em decorrência da febre aftosa. A expansão no comércio mundial tende a ser impulsionada por uma forte demanda por parte da Coreia do Sul, China e Ucrânia.
É clara a tendência de aumento da produção de carne de frango – principalmente para cobrir a oferta restrita das carnes bovina e suína na maioria dos países produtores. Mas isso não vai influenciar o comércio mundial, que deve permanecer estável. A simples redução das quotas de importação da Rússia (agora em 375 mil toneladas anuais) já implica em uma significativa revisão (para baixo) das tendências de importação mundial. O mesmo se verifica com a China, que (em razão de questões comerciais) reduziu suas compras nos EUA – em um nível que supera o aumento das exportações sul-americanas para o mercado chinês. Por fim, as previsões de exportação de Brasil e EUA foram reduzidas, contrabalançando as previsões de maiores exportações por parte da União Europeia e da China para o atendimento dos mercados asiático e africano.
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Avisite

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