Carne de frango: tendência de crescimento mais lento pede revisão dos planos de expansão

Publicado em 30/06/2011 09:58 217 exibições
O novo estudo “Brasil: Projeções do Agronegócio – 2010/2011 a 2020/2021”, recentemente divulgado pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, sugere estabilização nos índices de participação das três carnes nos quadros globais de produção, exportação e consumo interno. Assim, após o avanço (avassalador) da carne de frango observado nas últimas décadas nesses três quesitos, a tendência, doravante, é a de variação mínima no “mix” já estabelecido.

As projeções apontam, por exemplo, que no final desta década a participação do frango no consumo total das três carnes será praticamente a mesma registrada em 2011 – cerca de 45%, com incremento de apenas 0,7% em dez anos. Já nas exportações de carnes a participação do frango tende a aumentar não mais que 1%, permanecendo em torno dos 62% do total. E mesmo na produção, apesar do índice de expansão relativamente maior (+2,7%), a carne de frango continuará correspondendo à metade das carnes produzidas no Brasil.

Naturalmente, estabilização da participação não significa estabilização dos volumes produzidos, exportados ou consumidos internamente. Eles continuarão em expansão e favorecerão sobretudo a carne de frango. Mas o ritmo de evolução deverá ser bem mais lento que aquele até aqui observado.

Exemplificando, a produção – que entre 2001 e 2011 vem crescendo a um ritmo próximo de 7% ao ano – tende, pelas projeções do MAPA, a se expandir à média de 2,6% ao ano nestes próximos 10 anos. Já para as exportações está sendo previsto um crescimento médio anual próximo de 2,9% - índice muitíssimo mais modesto que os 11,86% ao ano alcançados quando se compara a média dos cinco primeiros meses de 2011 com a média mensal de 2001. Por fim, em contraposição ao aumento médio superior a 5% ao ano da última década, a década corrente sinaliza, para o consumo interno, expansão média anual que não chega aos 2,5%.

Esses indicadores apontam que a avicultura de corte precisa rever urgentemente seus programas de expansão.

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AviSite

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