Arroz: Banco do Brasil anuncia 700 milhões para EGFs e pré-custeio

Publicado em 29/02/2012 11:07 488 exibições
Uma das melhores notícias da 22ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Restinga Sêca (RS), foi a assinatura de um protocolo de intenções do Banco do Brasil com a Federarroz, realizada no sábado (25/02), no qual a instituição colocou a disposição R$ 700 milhões aos arrozeiros do Rio Grande do Sul, sendo R$ 500 milhões em Empréstimos do Governo Federal (EGFs) e outros R$ 200 milhões para pré-comercialização e compra de insumos da próxima safra. O termo foi assinado pelo presidente da Federarroz, Renato Rocha, e o superintendente do BB no Rio Grande do Sul, José Carlos Reis da Silva. Durante o Balcão de Negócios, realizado na quinta-feira, o Sicredi e o Banrisul também garantiram a liberação de recursos de EGFs para atendimento das demandas dos produtores.

Para Renato Rocha, este pacote de recursos é o primeiro passo para a garantia de preços melhores de comercialização do arroz em 2012. “Sabemos que em março virão mais recursos e mecanismos importantes para o arrozeiro, como o AGF e OPÇÕES, que só não foram liberados porque atualmente dependem de aprovação em outros ministérios e também de portarias interministeriais. Confiamos no que disse o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, de que serão anunciados recursos com a maior brevidade de tempo possível. E sabemos que era interesse do ministro anunciar estes recursos agora”, avisa.

A Federarroz recomenda que os produtores lancem mão dos mecanismos disponíveis e evitem super ofertar o mercado e que busquem formas de armazenar e administrar seu arroz. “Há um cenário que indica uma recuperação nos preços, pelo estoque baixo e o suprimento e o consumo bastante ajustados. Se os produtores souberem aproveitar os mecanismos, poderão ter um ano no positivo, ao contrário do que ocorreu nas duas últimas safras”, opina.

A expectativa do setor de produção é que o MAPA libere recursos em março para sustentar a comercialização de 50 mil toneladas em Aquisições do Governo Federal (AGFs) e 300 mil toneladas em contratos de opção.

A Federarroz alerta que o produtor pode ajudar na sustentação do mercado, usando principalmente o EGF e outros ativos que possua, evitando oferta de produto no mercado, até que sejam anunciadas as medidas solicitadas anteriormente e que a entidade seguirá cobrando do Governo.

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Federarroz

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