Rússia eleva tensão no Mar Negro e milho e trigo sobem em Chicago
Por Ronaldo Fernandes
Putin apertou o tom. Disse que pode bloquear o acesso da Ucrânia ao mar e ampliar ataques contra instalações portuárias e embarcações. Isso veio depois dos drones que atingiram petroleiros ligados à frota russa. Ele ainda falou em agir contra navios de países que apoiam Kiev. A Ucrânia nega parte dos ataques, mas a rota do Mar Negro volta ao radar.
Esse barulho pesa porque, mesmo depois da guerra, os dois ainda contam muito. A Rússia segura algo perto de 20% das exportações globais de trigo. A Ucrânia ficou menor, mas ainda entrega cerca de 7% no trigo e 12% do milho global. É oferta suficiente para mexer com preço quando a logística ameaça travar.
Chicago sobe porque o mercado enxerga o risco marítimo, mexe no corredor do Mar Negro e o preço reage. Não dá para tratar isso só como um ruído pontual, vale lembrar que nossa exportação de milho ganhou força em 2022, justamente por causa da guerra. Hoje, o mapa do Mar Negro pesa e os prêmios vão ter que refletir isso também se a tensão aumentar.
0 comentário
Arroz/Cepea: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses
Feijão e legumes puxam alta de alimentos essenciais em junho no Brasil, aponta estudo
Feijão/Cepea: Maior oferta pressiona carioca; preto segue mais estável
Mercado de defensivos para arroz irrigado movimenta US$ 262 milhões, com ligeira queda frente à safra anterior
Arroz/Cepea: Oferta restrita sustenta altas, mas chuvas limitam negociações
Alta umidade dos grãos limita avanço maior da colheita do milho no Paraná, alerta Deral