Preços da soja sobem em Chicago nesta 2ª feira e superam os US$ 12/bushel nos contratos julho e agosto
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Os preços da soja iniciaram a semana em alta na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (4), sustentados principalmente pelo avanço do óleo de soja e pelo cenário firme no mercado de energia, além de fatores técnicos e fundamentais que seguem dando suporte às cotações.
Por volta de 7h (horário de Brasília), as cotações subiam de 6,25 a 7,75 pontos nos principais vencimentos, com o julho valendo US$ 12,10 e o agosto a US$ 12,04 por bushel. Os futuros do farelo e do óleo também subiam, com o óleo acompanhando altas de mais de 4% do petróleo, tanto no WTI, quanto no brent.
De acordo com dados de mercado, os principais contratos futuros registravam ganhos próximos de 0,6% nas primeiras horas do dia, com o vencimento maio/26 operando acima de 1.190 pontos e o julho/26 também avançando, refletindo a continuidade do movimento positivo observado no fim da semana passada . O mercado volta a testar patamares próximos das máximas recentes, em meio a um ambiente ainda marcado por volatilidade.
A demanda consistente pela indústria de esmagamento nos Estados Unidos continua oferecendo um suporte adicional aos preços, em especial dos derivado, ao mesmo tempo em que questões climáticas também permanecem no radar dos investidores. Apesar do avanço do plantio norte-americano acontecendo em um ritmo acima do esperado, previsões de chuvas irregulares e preocupações com umidade em algumas regiões produtoras mantêm o mercado atento, limitando pressões baixistas mais intensas.
Novos números sobre quanto da área nos EUA já foi semeado até o último domingo (3) serão reportados nesta segunda pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), às 17h.
Por outro lado, os ganhos seguem sendo parcialmente contidos pela ampla oferta global, especialmente da América do Sul, onde a produção recorde segue pesando sobre o equilíbrio entre oferta e demanda. Todavia, a procura forte pela soja do Brasil continua sendo mais um ponto positivo para o produtor brasileiro, já que tem sido um dos principais combustíveis para os prêmios da oleaginosa nacional, os quais permanecem sustentados nos portos nacionais.
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