Novo regulador de crescimento aposta no equilíbrio da soja para elevar produtividade no campo

Publicado em 29/05/2026 08:19 e atualizado em 29/05/2026 09:55
Tecnologia lançada nesta quinta-feira busca equilibrar o desenvolvimento das plantas e apresentou médias de incremento entre 4 e 5 sacas por hectare em áreas comerciais.

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O agronegócio brasileiro segue ampliando sua relevância dentro e fora do país. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontam que o setor respondeu por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025. 

O analista de inteligência de mercado Carlos Cogo destacou ainda que o agro representa aproximadamente 28% dos empregos nacionais e participa de metade das exportações brasileiras, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Dentro desse cenário de busca constante por produtividade e eficiência no campo, a empresa brasileira Nitro lançou o produto Stay Up, um regulador de crescimento voltado para leguminosas, como soja e feijão. A tecnologia foi apresentada durante evento técnico realizado com produtores rurais, consultores e especialistas do setor, em Sorriso, Mato Grosso, na noite desta quinta-feira, trazendo como proposta principal reduzir o crescimento vegetativo excessivo e favorecer a formação de vagens e grãos.

Segundo o gerente de portfólio Vinícius Marangoni, o produto chega ao mercado após anos de testes em diferentes regiões produtoras do Brasil. “É um produto inédito no mundo, de uma empresa brasileira, com esse diferencial de controlar o crescimento”, afirmou. De acordo com o especialista, o manejo busca melhorar a arquitetura das plantas e ampliar o potencial produtivo das lavouras, principalmente em áreas de alta fertilidade e elevado investimento tecnológico.

Produtor relata mudanças visíveis na estrutura da lavoura

Foi justamente em áreas de alto potencial produtivo que o agricultor Fabiano Zilli decidiu testar a tecnologia. Produtor na região de Colíder (MT), onde cultiva cerca de 1.520 hectares de soja, ele conta que os problemas com acamamento das plantas vinham se intensificando nos últimos anos.

“A gente vinha sofrendo com acamamento de plantas. O excesso de crescimento vegetativo dificultava a entrada de luz no interior da lavoura, comprometendo a formação das vagens e aumentando problemas sanitários próximos à colheita”, afirmou.

O produtor relatou que os primeiros benefícios do produto  apareceram rapidamente após a aplicação. “Com 24 ou 48 horas já dava para perceber mudança na coloração da planta. Depois ela começou a ficar mais forte, mais baixa e com maior engalhamento”, explicou.

Segundo o produtor, a diferença ficou evidente ao longo do ciclo da cultura. “Teve área com soja ficando entre 20 e 30 centímetros menor do que a testemunha”, disse. De acordo com ele, a redução no porte favoreceu a entrada de luminosidade no baixeiro e melhorou o pegamento de vagens.

Ganhos apareceram na produtividade e na qualidade dos grãos

Os reflexos observados na estrutura da planta também apareceram na produtividade final. “Neste ano tivemos incremento de mais de 11 sacas por hectare”, afirmou Fabiano Zilli. Segundo ele, em outras áreas testadas nas últimas safras os ganhos variaram entre cinco e dez sacas.

Apesar dos resultados pontuais mais elevados, Vinícius Marangoni explicou que a média observada nos trabalhos realizados em campo ficou entre quatro e cinco sacas por hectare, com mais de 85% das áreas apresentando incremento acima de uma saca.

O agricultor destacou ainda melhorias na qualidade dos grãos colhidos. “Onde foi aplicado, entrou mais luz e tivemos menos grãos mofados e menos anomalias”, relatou. Para ele, o equilíbrio da arquitetura da planta ajudou a reduzir o abafamento dentro da lavoura.

Outro ponto citado pelo produtor foi a facilidade de inserção da tecnologia no manejo já realizado na fazenda. “O produto vai junto com fungicida, inseticida e outras misturas. Nunca tivemos problema de compatibilidade”, observou.

Fabiano acredita que o regulador tende a ganhar espaço nos próximos anos em propriedades de alta produtividade. “Quem busca produtividade acima de 90 sacas vai precisar desse tipo de manejo”, observou.

Equilíbrio hormonal é foco da tecnologia

Para Vinícius Marangoni, o diferencial do produto está na atuação sobre o equilíbrio hormonal da planta. O especialista conta que a tecnologia modula o transporte da auxina, hormônio ligado ao crescimento vegetativo da soja.

“Quando existe excesso de auxina, ela reduz a atuação da citocinina, hormônio responsável pelo engalhamento e pegamento de vagens”, explicou Marangoni. Segundo ele, o objetivo é promover uma planta mais equilibrada, compacta e eficiente no direcionamento de energia para estruturas reprodutivas.

De acordo com o gerente de portfólio, os trabalhos foram conduzidos em aproximadamente 400 áreas distribuídas pelas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. “Os melhores resultados tendem a aparecer em áreas acima de 65 ou 70 sacas por hectare. São ambientes mais férteis, com maior investimento tecnológico e onde normalmente existe mais desequilíbrio vegetativo”, observou.

Expansão no agro acelerou nos últimos anos

Durante o evento, Leonardo de Souza, gerente comercial para Mato Grosso e Rondônia, destacou o crescimento da atuação da “empresa no agronegócio brasileiro desde 2019. “A Nitro começou no agro com 12 profissionais atendendo o Brasil inteiro. Hoje temos mais de 180 pessoas no campo”, afirmou. 

Segundo o executivo, a operação agro saiu de um faturamento de R$ 30 milhões para próximo de R$ 1 bilhão em cerca de sete anos. “Hoje temos soluções para solo, micronutrientes, fertilizantes foliares, biológicos, tratamento de sementes e adjuvantes”, disse.

Para concluir, Souza comentou sobre o futuro da companhia. “A Nitro mantém investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas soluções para o campo. “Temos mais de 30 produtos no pipeline para os próximos anos”, finalizou.

O agronegócio brasileiro segue ampliando sua relevância dentro e fora do país. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontam que o setor respondeu por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025. 

O analista de inteligência de mercado Carlos Cogo destacou ainda que o agro representa aproximadamente 28% dos empregos nacionais e participa de metade das exportações brasileiras, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Dentro desse cenário de busca constante por produtividade e eficiência no campo, um empresa brasileira lançou o produto Stay Up, um regulador de crescimento voltado para leguminosas, como soja e feijão. A tecnologia foi apresentada durante evento técnico realizado com produtores rurais, consultores e especialistas do setor, em Sorriso, Mato Grosso, na noite desta quinta-feira, trazendo como proposta principal reduzir o crescimento vegetativo excessivo e favorecer a formação de vagens e grãos.

Segundo o gerente de portfólio Vinícius Marangoni, o produto chega ao mercado após anos de testes em diferentes regiões produtoras do Brasil. “É um produto inédito no mundo, de uma empresa brasileira, com esse diferencial de controlar o crescimento”, afirmou. De acordo com o especialista, o manejo busca melhorar a arquitetura das plantas e ampliar o potencial produtivo das lavouras, principalmente em áreas de alta fertilidade e elevado investimento tecnológico.

Produtor relata mudanças visíveis na estrutura da lavoura

Foi justamente em áreas de alto potencial produtivo que o agricultor Fabiano Zilli decidiu testar a tecnologia. Produtor na região de Colíder (MT), onde cultiva cerca de 1.520 hectares de soja, ele conta que os problemas com acamamento das plantas vinham se intensificando nos últimos anos.

“A gente vinha sofrendo com acamamento de plantas. O excesso de crescimento vegetativo dificultava a entrada de luz no interior da lavoura, comprometendo a formação das vagens e aumentando problemas sanitários próximos à colheita”, afirmou.

O produtor relatou que os primeiros benefícios do produto  apareceram rapidamente após a aplicação. “Com 24 ou 48 horas já dava para perceber mudança na coloração da planta. Depois ela começou a ficar mais forte, mais baixa e com maior engalhamento”, explicou.

Segundo o produtor, a diferença ficou evidente ao longo do ciclo da cultura. “Teve área com soja ficando entre 20 e 30 centímetros menor do que a testemunha”, disse. De acordo com ele, a redução no porte favoreceu a entrada de luminosidade no baixeiro e melhorou o pegamento de vagens.

Ganhos apareceram na produtividade e na qualidade dos grãos

Os reflexos observados na estrutura da planta também apareceram na produtividade final. “Neste ano tivemos incremento de mais de 11 sacas por hectare”, afirmou Fabiano Zilli. Segundo ele, em outras áreas testadas nas últimas safras os ganhos variaram entre cinco e dez sacas.

Apesar dos resultados pontuais mais elevados, Vinícius Marangoni explicou que a média observada nos trabalhos realizados em campo ficou entre quatro e cinco sacas por hectare, com mais de 85% das áreas apresentando incremento acima de uma saca.

O agricultor destacou ainda melhorias na qualidade dos grãos colhidos. “Onde foi aplicado, entrou mais luz e tivemos menos grãos mofados e menos anomalias”, relatou. Para ele, o equilíbrio da arquitetura da planta ajudou a reduzir o abafamento dentro da lavoura.

Outro ponto citado pelo produtor foi a facilidade de inserção da tecnologia no manejo já realizado na fazenda. “O produto vai junto com fungicida, inseticida e outras misturas. Nunca tivemos problema de compatibilidade”, observou.

Fabiano acredita que o regulador tende a ganhar espaço nos próximos anos em propriedades de alta produtividade. “Quem busca produtividade acima de 90 sacas vai precisar desse tipo de manejo”, observou.

Equilíbrio hormonal é foco da tecnologia

Para Vinícius Marangoni, o diferencial do produto está na atuação sobre o equilíbrio hormonal da planta. O especialista conta que a tecnologia modula o transporte da auxina, hormônio ligado ao crescimento vegetativo da soja.

“Quando existe excesso de auxina, ela reduz a atuação da citocinina, hormônio responsável pelo engalhamento e pegamento de vagens”, explicou Marangoni. Segundo ele, o objetivo é promover uma planta mais equilibrada, compacta e eficiente no direcionamento de energia para estruturas reprodutivas.

De acordo com o gerente de portfólio, os trabalhos foram conduzidos em aproximadamente 400 áreas distribuídas pelas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. “Os melhores resultados tendem a aparecer em áreas acima de 65 ou 70 sacas por hectare. São ambientes mais férteis, com maior investimento tecnológico e onde normalmente existe mais desequilíbrio vegetativo”, observou.

Expansão no agro acelerou nos últimos anos

Durante o evento, Leonardo de Souza, gerente comercial para Mato Grosso e Rondônia, destacou o crescimento da atuação da “empresa no agronegócio brasileiro desde 2019. “A Nitro começou no agro com 12 profissionais atendendo o Brasil inteiro. Hoje temos mais de 180 pessoas no campo”, afirmou. 

Segundo o executivo, a operação agro saiu de um faturamento de R$ 30 milhões para próximo de R$ 1 bilhão em cerca de sete anos. “Hoje temos soluções para solo, micronutrientes, fertilizantes foliares, biológicos, tratamento de sementes e adjuvantes”, disse.

Para concluir, Souza comentou sobre o futuro da companhia. “A Nitro mantém investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas soluções para o campo. “Temos mais de 30 produtos no pipeline para os próximos anos”, finalizou.

 

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Por:
Michelle Jardim
Fonte:
Notícias Agrícolas

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