Trigo entra em fase de risco

Publicado em 22/07/2010 07:24 304 exibições
As massas de ar frio representam mais risco para a agricultura do que para a pecuária no Paraná. Por enquanto, as culturas de inverno atravessaram as geadas praticamente ilesas, mas a preocupação com o trigo cresce a partir desta semana.

A colheita do milho de inverno chega em 30%. Isso mostra que mais da metade das lavouras, que somam 1,35 milhão de hectares, já amadureceram, ganhando resistência às baixas temperaturas. Já o trigo entra cada vez mais em zona de risco, avaliam os técnicos. A fase de semeadura terminou na última semana, mas, do total de 1,14 milhão de hectares, 55% estão em floração e frutificação, os estágios mais frágeis diante do frio. O monitoramento é feito pelo Departamento de Economia Rural da Secretaria Estadual da Agricultura, o Deral.

Na última semana, o fato de as temperaturas negativas terem sido registradas na metade sul do estado salvou as plantações. As lavouras de trigo mais adiantadas estão nas demais regiões, menos suscetíveis a geadas. Porém, a partir de agora, campos das regiões Sul, Centro e Campos Gerais avançam, tornando-se também vulneráveis, avalia o agrônomo Carlos Alberto Salvador, da Seab.

Na fase inicial da cultura, o frio é considerado benéfico, ampliando a produtividade e reduzindo a incidência de pragas. À exceção das massas de ar frio que podem chegar ao estado, a tendência do clima é favorável ao trigo, avalia o agrônomo e agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, do Instituto Somar.

Para os próximos dias, não há previsão de geadas, mas as massas de ar frio características de anos de La Niña podem chegar ao Paraná até setembro, afirma o meteorologista do Simepar Samuel Braun. A partir de agora, geadas que atinjam todas as regiões do estado vão interferir diretamente na produtividade do trigo, estimada em 2,68 mil quilos por hectare, ante 2,06 mil quilos alcançados na última safra. A preocupação toma conta do campo porque os preços estão baixos, na casa de R$ 22,57 a saca de 60 quilos, R$ 5 abaixo do custo operacional médio.

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Fonte:
Jornal de Maringá

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