Emater eleva projeção para produção de grãos no RS

Publicado em 18/02/2011 06:40 598 exibições
Em pleno ano de La Niña, a Emater-RS revisou para cima as projeções de produção de soja e milho no ciclo 2010/11 no Rio Grande do Sul, enquanto para o arroz a nova estimativa apresenta ligeiro recuo em relação à de novembro. Somando as previsões para o feijão, o Estado deve colher o recorde de 23,6 milhões de toneladas de grãos neste verão, 535 mil toneladas a mais que na safra passada.

Segundo o presidente da Emater-RS, Lino De David, as lavouras de milho e soja concentram-se na metade norte do Estado e foram beneficiadas porque a estiagem provocada pelo La Niña atingiu basicamente o sul do território gaúcho, onde se planta arroz irrigado. Com isso, só a soja deve render quase 10,4 milhões de toneladas, 13,6% a mais do que ante a previsão inicial, de novembro.

Se confirmado, o volume será apenas 87 mil toneladas menor do que o recorde da série histórica da Emater-RS, registrado em 2009/10. Conforme a Conab, o recorde na safra passada no Estado foi de 10,2 milhões de toneladas. E, conforme De David, a produção pode ser ainda maior, já que 60% das lavouras estão em fase de enchimento de grão e as condições de umidade são boas.

Para o milho, que já está com 30% da área colhida, a nova estimativa é de uma safra de 5,1 milhões de toneladas, 10,7% a mais do que a previsão inicial e 8,6% a menos do que a safra 2009/10, quando as condições climáticas foram consideradas excepcionais. Nesse caso, a projeção de área recuou 1,3% ante o levantamento de novembro e 4,9% na comparação com o ciclo anterior, devido aos baixos preços do grão e ao próprio medo da estiagem no período da semeadura, explicou De David.

No arroz, a Emater-RS prevê agora uma safra de quase 8 milhões de toneladas, 1,3% abaixo da estimativa inicial, mas ainda assim 15,9% superior a 2009/10 graças a aumentos projetados de 9,8% no rendimento e de 2,2% na área plantada em relação à safra passada. No início do plantio a estimativa era de uma área 23 mil hectares maior do que agora, mas a escassez de água prejudicou a implantação de algumas lavouras.

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Fonte:
Valor Econômico

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