Arrozeiros do Sul aguardam para depois da Páscoa ação emergencial para o setor

Publicado em 18/04/2011 11:50 349 exibições
Produtores pressionam o governo por medidas mais drásticas.
Após uma semana de novas negociações em Brasília e protestos no final da semana no interior do Rio Grande do Sul, os arrozeiros do Estado aguardam para depois da Páscoa o anúncio de uma possível proposta emergencial para garantir melhores preços. Uma reunião foi alinhavada para depois do feriado, desta vez com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O argumento dos produtores é de que os mecanismos de apoio à comercialização já existentes não estão funcionando e desde fevereiro de 2007, o valor da saca de 50 quilos não atingia o patamar dos atuais R$ 19,26. O anúncio do lançamento de mais leilões de opção pública e privada por parte do governo federal não tranquilizou o mercado. Ainda que, por meio de contratos, os arrozeiros possam negociar com o governo 500 mil toneladas por R$ 29, os editais ainda não foram publicados.

Como os preços não estão reagindo, entidades e produtores pressionam por medidas “mais drásticas”. Na nova proposta defendida pela Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz), o governo federal pagaria ao produtor a diferença entre o preço atual de mercado da saca e o preço meta estabelecido pelo mecanismo, de R$ 28.

Um dos líderes da comitiva no encontro com o presidente em exercício Michel Temer, Renato Rocha, presidente da Federarroz, diz que o projeto está sendo finalizado para depois ser encaminhado oficialmente para a União. A proposta inclui ainda a suspensão temporária das importações do Mercosul.

– Não adianta tirar do mercado milhares de toneladas e receber milhares do Mercosul – afirma Pedro Neto, do Sindicato Rural de Itaqui.

Para o consultor da Safras & Cifras, Cilotér Iribarrem, os mecanismos anunciados pelo governo envolvem processos burocráticos:

– Um dos graves problemas é a falta de armazenagem cadastrada pelo governo, um dos requisitos para acesso ao principal mecanismo, o AGF – acrescenta o consultor.

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Fonte:
Zero Hora

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