Feijão: Colheita em Minas e Goiás pode pressionar o carioca

Publicado em 20/04/2011 10:40 799 exibições
No mercado de feijão preto, os compradores ditam o ritmo dos negócios
Boa parte dos empacotadores e demais operadores esperam que, com a entrada do feijão de Minas e Goiás, o mercado do carioca venha a ceder. É possível. Ontem, já ocorreram alguns negócios entre R$ 105,00 e R$ 115,00 por saca de 60 kg. Deve-se levar em consideração que, durante os feriados, a colheita ocorrerá normalmente e, na próxima semana, a oferta será realmente maior.
No entanto, em Minas na região de Patos de Minas, reporta-se que os feijões sofreram muito com a pressão da mosca branca e o excesso de chuva. Assim, a produtividade vai cair muito naquela região, com lavouras chegando a colher em diversos casos 50% da produtividade normal.
Nesta madrugada em São Paulo, as sobras da semana foram ofertadas e totalizaram 10,5 mil sacas, com pouquíssimos negócios, ao redor de 500 sacas vendidas. Os valores são nominais em R$130,00 para nota 9; R$ 105,00 para o nota 8 e R$ 80,00 para o nota 7.
O mercado de compradores do preto está, até certo ponto, ditando as condições do negócio. O mercado segue com negócios por volta de R$ 90 CIF. Nos produtores do Paraná, segue o mercado de R$ 70. Quando os compradores ofertam abaixo desse valor, os produtores desistem de vender, pois, na grande maioria, estão capitalizados. Como a colheita que se aproxima teme-se que o mercado ceda por conta da oferta que, ainda que seja menor do que ano passado, estará concentrada nos próximos 30 dias.
Segunda Safra Paraná
De acordo com o Deral, são 178.357 hectares contra 191.137 de 2010, ou seja, 7% menos que no ano passado. Segundo os técnicos de campo, 70% das lavouras estão em bom estado, 25% estão regulares e 5%, ruins. Ainda segundo o Deral, se o clima colaborar, a colheita da segunda safra pode chegar a 318 mil toneladas, com rendimento de 1.786 quilos por hectare. A colheita inicia-se entre 10 e 15 de maio.
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Correpar

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