Cultivares da Embrapa melhoram a qualidade do arroz em MT

Publicado em 09/05/2011 11:58 257 exibições
O projeto Desenvolvimento de tecnologias para a cadeia produtiva do arroz de terras altas em Mato Grosso, coordenado pela Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás - GO), confirmou aquilo que as indústrias locais já haviam constatado: a qualidade do grão produzido no Estado tem superado as expectativas, principalmente devido à adoção, pelos produtores, de cultivares lançadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O investimento na qualidade da produção, inclusive em novas variedades e manejo da cultura, é apontado com um dos principais fatores da melhoria do grão produzido. Na última safra, o Mato  Grosso produziu cerca de 600 mil toneladas do produto, considerado matéria-prima de alta
qualidade, em especial devido ao percentual de grãos inteiros após o beneficiamento. 
Como o Estado absorve apenas 300 mil toneladas, o desafio agora é abrir novos mercados para o excedente. Entre as cultivares mais utilizadas na região, quatro foram desenvolvidas pela Embrapa Arroz e Feijão e são comercializadas pela Embrapa Transferência de Tecnologia. 
A BRS Bonança é uma cultivar de ciclo precoce (115 dias), comprimento do grão longo e moderadamente resistente ao acamamento, à brusone na panícula, à brusone na folha e à mancha dos grãos. O cultivo da BRS Bonança é indicado para os estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e Tocantins, em  sistema de terras altas em condições favorecidas, podendo ser também plantada no sistema tradicional em solos de média a alta
fertilidade em regiões onde não ocorra deficiência hídrica grave.
A BRS Sertaneja também é uma variedade precoce (110 dias), de grãos longo finos, caracterizada por plantas vigorosas, com porte médio, folhas largas e mediana resistência ao acamamento. A cultivar apresenta moderada resistência às doenças comuns (mancha-parda,   
escaldadura das folhas e mancha-dos-grãos), moderada suscetibilidade à brusone e se adapta a diversas condições de cultivo. 
Além disso, A BRS Sertaneja possui uma ampla capacidade da adaptação, com bom comportamento nos Estados de Minas Gerais, Goiás,     Mato Grosso, Rondônia, Pará, Roraima, Maranhão, Piauí , Tocantins e  Distrito Federal.
Outra opção para os produtores de terras altas é a BRS Pepita, que     apresenta moderada resistência ao acamamento, à mancha parda e à mancha-dos-grãos e é moderadamente resistente à brusone. A cultivar     possui ciclo precoce (102 dias), grãos da classe longo-fino e  excelente qualidade culinária. Seu cultivo é indicado para os estados de Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.
Já a BRS Monarca é indicada para plantio nas regiões centro-norte do     Mato Grosso, Rondônia , Pará, Goiás, Tocantins, Minas Gerais, Roraima, Piauí e Maranhão. A excelência na qualidade dos grãos é o  grande diferencial dessa cultivar, que apresenta folhas longas e largas, permitindo uma boa competitividade com plantas invasoras em função da rápida capacidade de cobertura do solo. A BRS Monarca possui moderada resistência à mancha-parda, à
escaldadura foliar, à mancha-dos-grãos e é menos suscetível à brusone do que cultivares   
tradicionais, como a BRS Primavera.
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Fonte:
Embrapa

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