Alface/Cepea: Oferta reduzida resulta em ligeira melhora nas cotações
O mês de novembro foi marcado pelo encerramento da safra de inverno. A temporada foi de baixas movimentações no mercado de alfaces, com demanda bastante restrita e excedente de oferta na maior parte do tempo – resultando em rentabilidade negativa ao produtor, na média. No mês passado, produtores relataram maior controle na disponibilidade do produto e uma sinalização de recuperação, após este cenário ruim.
Em Ibiúna (SP), a alface crespa finalizou com média de R$ 0,61/unidade em novembro, 24,1% maior do que em outubro. Em Mogi das Cruzes (SP), as movimentações no mercado foram similares às de Ibiúna, com redução na oferta também decorrente de perdas na produção (causada pela incidência de doenças como esclerotínia, míldio, erwinia e outras bacterioses). Diante da disponibilidade do produto já reduzida devido a redução do ritmo de plantio, essas perdas restringiram ainda mais a oferta e influenciou em um leve aumento nas cotações: a variedade americana finalizou em R$ 1,30/unidade, 11,6% maior frente ao mês anterior.
Em Teresópolis (RJ) o cenário foi um pouco distinto: a praça apresentou alta produtividade e boa qualidade, favorecidas pelo clima firme. Com isso, a oferta do produto não se reduziu significativamente, mas ainda assim as cotações foram melhores do que no mês de outubro, finalizando em R$ 0,41/unidade de crespa (+10,44%) e R$ 0,91/unidade de americana (+25,71%).
A incidência de doenças nas lavouras pode reduzir ainda mais a oferta da folhosa (especialmente no interior paulista). No entanto, o escoamento bastante restrito, agravado pela Copa do Mundo e pelas festividades de final de ano, ainda pode impedir valorizações significativas.
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