Empresa defende criação do "Consecitrus"

Publicado em 17/09/2010 10:14
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Além de investir em logística, no aumento da produção de suco de laranja não concentrado, na diversificação do portfólio de suco e nas parcerias que mantém com citricultores em São Paulo, a Louis Dreyfus Commodities está envolvida nas negociações com produtores independentes de laranja para a criação de um novo ambiente de negociações de preços de fornecimento da fruta para a produção da bebida que é - e será - seu carro-chefe nessa área de atuação.

Em discussão pela cadeia produtiva paulista, responsável por 80% das exportações mundiais de suco de laranja, o "Consecitrus" - alusão ao Consecana, que norteia as negociações entre canavieiros e grupos sucroalcooleiros - estabeleceria critérios técnicos, agronômicos e mercadológicos para a definição do preço da fruta. O objetivo é conferir transparência ao processo e diluir a crescente tensão entre citricultores e indústrias exportadoras de suco, também alimentada por investigações das autoridades antitruste sobre a suposta formação de cartel entre as quatro grandes empresas da área.

"Mais do que um mecanismo de contrato, o "Consecitrus" deve ser um veículo de informação, de esclarecimentos e convergência de visões. Com isso, haverá condições para que a cadeia produtiva tome decisões em uma direção comum, e este é um fator de alinhamento que não tem preço", diz Henrique de Freitas, diretor-executivo da divisão LDC Juices, globalmente liderada por Kenneth C. Geld, presidente da Louis Dreyfus Commodities Brasil.

Na opinião de Freitas, o estabelecimento do "Consecitrus" não significa que os citricultores independentes serão obrigadas a negociar segundo as bases ali definidas. "O produtor decidirá se seguirá ou não o modelo, mas ainda assim haverá um balizador de informações à disposição", afirma. Essas negociações entre indústrias e produtores envolvem contratos de fornecimento de prazo mais longo, a partir de uma safra.

Seus defensores acreditam que a melhora das relações na cadeia não só diluiria as tensões de preços, mas ajudaria a controlar as crescentes ameaçadas fitossanitárias aos pomares paulistas, lideradas pela doença conhecida como greening. Também colaboraria para o estabelecimento de estratégias conjuntas para combater a queda da demanda global por suco de laranja e, no futuro, até para a expansão da demanda doméstica para o suco de laranja engarrafado vendido no varejo.
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Fonte: Valor Econômico

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