Falta de concorrência exclui vantagem da malha ferroviária em Alto Taquari

Publicado em 23/04/2013 11:11 361 exibições
Neste ano, o custo para escoar a soja na região via transporte ferroviário subiu 30%
A segunda semana do Circuito Aprosoja começou no município de Alto Taquari, na região Sul de Mato Grosso. O município produz soja em uma área de 141 mil hectares e milho em 23,5 mil hectares, representando 2% do total. A região é a que deveria ter a logística mais eficiente, pois há um terminal ferroviário da América Latina Logística (ALL).

De acordo com o delegado da Aprosoja no município, Arthur Flumian Braga, a falta de concorrência prejudica os produtores. “Em alguns momentos não há vantagens, pois o custo do frete ferroviário é baseado no do rodoviário e às vezes o rodoviário, mesmo sendo o de maior custo no mercado, acaba saindo mais em conta devido à falta de competitividade em malha ferroviária”, explicou Flumian.

Segundo o presidente do Sindicato Rural, Luiz Esperandio, neste ano o custo para escoar a soja na região via trem subiu 30%. “Uma única empresa na região não resolve, muitas vezes faz com que o produtor fica a mercê dela”. O terminal do município não atende a demanda devido à baixa capacidade de funcionamento e do alto custo por ferrovia. “Por causa do monopólio, a empresa responsável pelo terminal faz com que a maioria da soja da região seja escoada pela rodovia mesmo”, disse o delegado da Aprosoja na região, Douglas Turquetto.

As grandes distâncias para escoar a safra foi a primeira impressão do palestrante argentino Carlos Poullier, representante da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentos Agropecuários (AACREA).  “Na Argentina a média é de 250 km para levar a soja até o porto, aqui as distâncias são enormes. Os custos de transporte são menores na Argentina, mas os impostos são altos, o que trava muito a exportação e diminui o preço recebido pelo produtor pela soja”.

Já o norte-americano Dean Campbell, produtor rural de Illinois e representante do estado na Associação Americana de Soja, disse estar feliz por percorrer Mato Grosso com o Circuito Aprosoja e ter contato com produtores mato-grossenses. “Essa iniciativa ajuda a Aprosoja a construir um entendimento melhor entre os produtores. Eles não devem se ver como competidores, mas como produtores que tentam atender à demanda mundial crescente”, frisou. O executivo chinês Lin Tan também continua participando da rodada na região Sul.

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Aprosoja

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