DNIT prorroga até 4ª-feira bloqueio na BR-163 a partir de Mato Grosso a Miritituba (PA)

Publicado em 04/03/2019 12:16 e atualizado em 05/03/2019 08:13
759 exibições

LOGO REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - O bloqueio na rodovia BR-163 para o trânsito de carretas e caminhões, a pedido do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), na altura das cidades de Santa Helena (MT) e Guarantã do Norte (MT), foi prorrogado até quarta-feira, informou o órgão nesta segunda-feira.

A BR-163 é a principal via de transporte da produção de soja para a região. O trecho bloqueado impede a circulação de caminhões para o Norte do país.

O Dnit informou que o bloqueio, que seria retirado na terça-feira, vai ser prorrogado por causa da continuidade de chuvas intensas. "A rodovia ainda precisa de reparos para evitar formação de novos bloqueios", afirmou o departamento.

"A partir de quarta-feira, em Guarantã do Norte, será instalada uma balança móvel para coibir o excesso de cargas das carretas e caminhões que rumam para os portos do Pará. Os veículos com carga acima do peso permitido terão que retirar o excedente para seguir viagem e serão multados", afirmou o Dnit.

BR163 bloqueada causa efeitos colaterais e municípios de Novo Progresso e Moraes Almeida se preocupam com escassez de alimentos

LOGO nalogo

O bloqueio total da BR-163 no estado do Pará realizado pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) já começa a causar efeitos colaterais nos municípios que ficam às margens da rodovia.

Segundo informado pelo presidente da Aprosoja do Pará, Vanderlei Ataídes, em entrevista ao Notícias Agrícolas, todos os tipos de caminhões estão impedidos de seguirem a viagem desde o município de Guarantã do Norte no estado de Mato Grosso pela Polícia Rodoviária Federal.

Assim, não apenas o escoamento da safra de soja do norte do MT em direção ao porto de Miritituba fica comprometido, mas caminhões que levariam alimentos, inclusive produtos de hortifruti, para municípios paraenses como Novo Progresso e Moraes Almeida também ficam travados pelo caminho.

Segundo relatos de empresários donos de mercados em Novo Progresso e Moraes Almeida, a situação de disponibilidade de alimentos já era restrita nesses municípios devido a situação na BR-163 e tendem a piorar ainda mais com esse bloqueio total da via.

Em um desabado que circula pelas redes sociais, um caminhoneiro relata que foi parado por duas viaturas da Polícia Rodoviária Federal em Guarantã do Norte/MT que impediram o prosseguimento da carga de verduras que iriam para Novo Progresso no Pará. "Eu falei que ia só até Novo Progresso e eles falaram que a ordem que eles tem é não deixar nenhum tipo de veículo de carga passar", diz o motorista que saiu ainda na quinta-feira de São Paulo com um carregamento perecível.

O caminhoneiro ainda conta que se ofereceu para mostrar a nota da mercadoria para os policiais, mas foi tratado com rispidez, sendo ordenado mais uma vez a retornar com o veículo.  

 

 

Podcast

Caminhoneiro relata dificuldade de acessar BR 163

Download

 

 

Imagens do dia 04 de março

BR 163 - Novo Progresso - Caminhões parados - redes sociais - dia 04/03/19BR 163 - Novo Progresso - Caminhões parados - redes sociais - dia 04/03/19BR 163 - Novo Progresso - Caminhões parados - redes sociais - dia 04/03/19BR 163 - Novo Progresso - Caminhões parados - redes sociais - dia 04/03/19BR 163 - Novo Progresso - Caminhões parados - redes sociais - dia 04/03/19BR 163 - Novo Progresso - Caminhões parados - redes sociais - dia 04/03/19BR 163 - Novo Progresso - Caminhões parados - redes sociais - dia 04/03/19BR 163 - Novo Progresso - Caminhões parados - redes sociais - dia 04/03/19

Frigorífico de Novo Progresso já cortou abate e pode parar sem caminhão frigorífico

O Frigorífico Redentor, de Novo Progresso, está com capacidade ociosa de 100 a 150 animais por dia com a paralisação da BR 163. E pode piorar, ou seja, parar de abater de uma vez caso as chuvas não dêem uma trégua, as obras emergenciais não andem e os comboios continuem travando a BR 163. Sem a liberação da fronteira do Mato Grosso, as carretas de câmaras frias não chegam à indústria para escoar a carne com osso que desce para o Sudeste.

Agora, no momento, José de Abreu, comprador da empresa do grupo matogrossense Bihl, lembra que nem é possível falar de escalas, porque estão operando com o gado que consegue chegar, no raio de 200 kms  de onde vêm. Antes das chuvas interromperem a rodovia – além das vicinais no entorno – as escalas estavam para 7 dias.

Da capacidade de 600 abates diários, para os 400 a 450 desde que as chuvas cortaram o fluxo de boi, Abreu lembra que ele é obrigado a monitorar também a capacidade da câmara fria da unidade. Algumas carretas que estavam por lá conseguiram sair, mas o congelamento está ficando esgotado e se as carretas frigoríficas não atravessarem do Mato Grosso para o Pará, corta a operação.

Os pecuaristas já foram informados que é para esperarem, mas o Redentor já teve que pagar de R$ 2 a R$ 3,00 a mais esses dias, sobre os R$ 125 a R$ 128 do capão de antes do travamento das estradas.

Segundo contou ao Notícias Agrícolas, não há notícia de animais comprados e parados nas gaiolas.

Mas ele disse ter notícia de um exportador de gado vivo que teve que descarregar cerca de 400 garrotes que iam para Santarém, em um pasto emprestado ou alugado nas redondezas de Novo Progresso.

Veja também: 

Chuvas diminuem sobre BR-163 neste início de semana, mas não cessam; frente fria avança sobre o Sul

 

Entenda a decisão: 

DNIT bloqueia a BR-163 desde o MT até Miritituba (PA). Soja fica sem a saída Norte

 

Tags:
Por: Guilherme Dorigatti e Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Rogério CasaGrande -

    16 anos de PT e a BR 163 continua a mesma... PT nunca fez e nunca vai fazer nada pelo pais... PT nunca mais!!!...ainda vem uns baba- ovo e fica fazendo campanha ...bando de ladrão!

    2
    • MARTINS KAMPA -

      Independente de pt, nessa questão há um consócio de irresponsabilidades, quanto a falta de vontade de resolver; e nesse consórcio, estão integrantes de governo, parlamentares, transportadores, produtores, e comercializadores. Então, o buraco é mais embaixo.

      2
    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      Nossa !!! falta de dinheiro virou falta de vontade---pensar livre pensar

      0