Porto de Xangai recebe mais de 4 mi de t de grãos/ano e mantém foco na oferta do BR

Publicado em 06/09/2019 09:08 e atualizado em 08/09/2019 23:00
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Equipe da Labhoro e do Notícias Agrícolas pôde se reunir com representantes do terminal

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A equipe do Grupo Labhoro e do Notícias Agrícolas segue sua passagem pela China no Crop Tour 2019 e foi conhecer o porto de Xangai. O terminal é o mais ativo do mundo e, acompanhando as proporções de tudo o que acontece na nação asiática, é um dos maiores do globo, movimentando milhões de toneladas de produtos ano a ano. 

O PORTO EM NÚMEROS

Quando se trata de grãos, o porto de Xangai permite que apenas um navio atraque por vez para descarga, já que o terminal só recebe importação. São recebidas mais de 4 milhões de toneladas de grãos por ano e mais de 1 milhão de toneladas de óleo. A área do porto é de 70,6 hectares. 

Um navio que comporta 60 mil toneladas de grãos a descarga é feita, em média, em 70 horas. A capacidade é de 1000 toneladas por hora, porém, se trabalha neste momento com 80% da capacidade. 

O tempo de espera de um navio é de cerca de 2 a 3 dias ao se contar com boas condições de tempo. Há a atividade de esmagamento de soja no porto de cerca de 2500 mil toneladas/dia, com processamento de 700 mil toneladas/ano.

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Porto de Xangai - Fotos: Daniel Olivi

BRASIL X CHINA

Em visita ao terminal, o grupo foi recebido por um funcionário público do governo local, da Secretaria de Assuntos Exteriores, que afirmou que China e Brasil são nações bastante amigas, com relações muito fortalecidas e de enorme potencial comercial. No vídeo abaixo, confira mais detalhes da reunião do Grupo Labhoro e Notícias Agrícolas com representantes do porto de Xangai. 

Em resposta, o diretor do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa, disse ao representante do governo que o presidente Jair Bolsonaro pretende ampliar muito as relações entre os dois países, em ações que vão muito além da soja. Ainda assim, lembra que o Brasil deverá colher uma safra recorde nesta nova temporada - com a contribuição do clima - e que boa parte desta produção deverá ser destinada aos chineses. 

Além disso, Sousa pôde ainda expor aos chineses as mudanças na logística brasileira e as melhorias que já podem ser observadas nos portos do país, como, principalmente, a reduçaõ do tempo de espera dos navios nos terminais embarcadores. 

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No link abaixo, confira as informações completas da visita à China e aos EUA com fotos, vídeos e relatos:

>> CROP TOUR EUA E CHINA 2019 - GRUPO LABHORO E NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Neste momento, está atracado no terminal um navio americano descarregando soja, como mostra o vídeo abaixo, deixando na China pouco do que resta das poucas compras chinesas feitas nos EUA nos últimos meses, desde que foi iniciada a guerra comercial. 

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Por: Daniel Olivi e Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

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