Frete terá reajuste de 15% em Mato Grosso

Publicado em 23/12/2010 09:26 814 exibições
O aumento é comum no período em que a colheita e o embarque do produto é intensificado, geralmente entre janeiro e maio. Este ano, a falta de mão de obra qualificada para dirigir os caminhões irá compor o reajuste, visto que os fretes contratados feitos ainda este ano já foram reajustados visando a disputa de mercado.

Com o atraso do plantio, a colheita deverá se intensificar a partir de fevereiro. Há um ano, o frete entre Sorriso e Alto Araguaia custava cerca de R$ 85 por tonelada. Para este ano os contratos firmados antecipadamente fecharam o mesmo trecho por uma média de R$ 95.

O diretor-executivo da Associação dos Transportadores de Carga de Mato Grosso (ATC), Miguel Mendes explica que a elevação no preço é uma situação comum no período porque as empresas exportadores têm pressa para embarcar os produtos e então disputam o transporte. "Este é o período em que conseguimos ganhar um pouco melhor porque existe a concorrência e faltam caminhoneiros. Nos demais períodos do ano o preço tende a se estabilizar".

O proprietário da Transportadora Chapada, Elton Paulo Silva, confirma a dificuldade para contratação de mão de obra qualificada e com experiência. Segundo o empresário, o Departamento de Trânsito emite a Carteira de Habilitação da categoria "E" sem que o motorista esteja preparado para operar as carretas com os pesos e tamanhos que transportam a produção. "Quando vamos contratar a gente precisa capacitar o motorista. Não podemos colocar um profissional sem experiência nas estradas", afirma ao comentar que as concessionárias de caminhões geralmente concedem um instrutor para ministrar aulas teóricas e práticas antes de colocar os caminhões nas mãos de um "inexperiente".

Miguel Mendes diz que a entidade está buscando recursos para comprar um simulador europeu utilizado para ensinar a dirigir carretas. "Não adianta ter a carteira. É preciso formar um motorista para que seja capaz de controlar uma carreta de até 74 toneladas. É melhor fazer isso com um simulador do que colocando vidas em risco nas estradas". O simulador custa 650 mil euros e a ATC reivindica com o governo estadual parte do investimento para a aquisição do equipamento. Atualmente, a Associação qualifica cerca de 30 motoristas profissionais por mês no Estado. "Precisamos formar, e não só qualificar".

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Fonte:
Gazeta Digital

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