Porto de Paranaguá inicia projeto de interiorização

Publicado em 16/02/2011 06:27 548 exibições
Primeira reunião para apresentar os projetos de expansão e possibilidades de investimentos aconteceu na Associação Comercial do Paraná, em Curitiba. Depois disso, a Diretoria Empresarial do Porto visitará 12 macro regiões do Estado.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) realizou a primeira reunião de interiorização dos portos. O encontro aconteceu na noite desta segunda-feira (14), na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), em Curitiba, e reuniu mais de 150 empresários. O diretor empresarial da Appa, Lourenço Fregonese, fez um diagnóstico sobre os portos paranaenses e a ação comercial que será realizada para recuperar a credibilidade dos portos, atrair novas cargas e recuperar outras que foram perdidas ao longo dos últimos anos.

“Precisamos estar unidos: Porto, Governo e o empresariado para recuperar o prestígio dos nossos portos. Vamos buscar novos clientes e trazer de volta aqueles que deixaram de operar em Paranaguá. Isso se reverterá em desenvolvimento e bons negócios”, disse.
Fregonese explicou aos empresários que a necessidade de buscar as cargas perdidas é iminente porque, hoje, 32% da carga de grãos produzida no Paraná são escoadas por outros portos. “Isso é inadmissível. Temos que fazer com que o Porto de Paranaguá seja sempre a primeira opção do produtor paranaense”, disse.

Benedicto Kubrusly Junior, vice-presidente da ACP, elogiou a iniciativa de interiorização dos portos de Paranaguá e Antonina. “Este trabalho de levar para o interior do estado este novo porto que se configura é de extrema importância. Vender o porto neste momento é fundamental porque percebemos um projeto estratégico muito bem feito, elaborado por especialistas e pessoas que realmente entendem de porto”, disse.

Após esta primeira reunião, a Diretoria Empresarial da Appa dará início a uma série de outros encontros em 12 macro-regiões do Paraná. As reuniões acontecerão nas 12 coordenadorias da Federação das Associações Comerciais (Faciap).

“Queremos realizar, pelo menos, duas reuniões por mês em cada região do Paraná. Precisamos visitar todas as regiões e escutar dos empresários onde estamos errando e acertando e, juntos, buscar soluções”, disse Fregonese.

Monroe Olsen, coordenador do Conselho de Jovens Empresário da ACP e que promoveu o encontro com a Appa, disse que o empresariado jovem do Paraná está disposto a apostar e investir nos portos paranaenses. “O Conselho de Jovens Empresários tem uma meta arrojada para 2011 que é de trazer todos os atores mais importantes da nossa economia e promover debates. Abrir os trabalhos do ano com uma apresentação do Porto é de fundamental importância porque sabemos do papel estratégico que ele exerce e também temos muitos jovens empresários dispostos a investir e fazer negócios via Porto de Paranaguá”, disse.

Após a interiorização no Paraná, a Appa pretende dar início a um processo de mapeamento de regiões estratégicas de São Paulo, Goiás e Santa Catarina. De acordo com Fregonese, a Appa já está realizando um mapeamento das cargas perdidas para outros portos nos últimos anos. “Vamos buscar novas cargas e tentar trazer estas que perdemos nos últimos anos de volta. Vamos apresentar a estrutura do porto para quem produz e exporta, mostrar nossas potencialidades e nossa logística. Queremos provar para o empresário que investir em Paranaguá é multiplicar o ganho em pelo menos 10 vezes”, disse Fregonese.

Pela manhã, a Appa participou da 9ª Reunião da Câmara Temática de Petróleo e Gás. A administração dos Portos de Paranaguá e Antonina foi convidada para fazer a palestra de abertura do grupo que reúne empresários, membros do governo e da academia e que discute as potencialidades do setor. A coordenadora do Núcleo de Estudos Estratégicos da Appa, Maria do Socorro, apresentou o diagnóstico dos portos e o Plano Estratégico dos Portos d e Paranaguá e Antonina.

“Temos uma preciosidade em Paranaguá e Antonina que é a disponibilidade de solo. Queremos desenvolver esta região, transformá-la num local com riqueza de emprego e renda para atrair investimentos na questão do pré-sal. As possibilidades de negócios são inúmeras e ainda um pouco conhecidas e que farão uma mudança profunda não apenas no litoral, mas no Paraná como um todo”, disse.

De acordo com Jean Carlos Alberini, secretario executivo da Câmara de Petróleo e Gás da Fiep, o objetivo de trazer o porto para abrir as reuniões do grupo foi pelo papel estratégico que ele representa para o segmento. “Entendemos que o estado tem um papel estratégico na questão logística. Nosso papel na Fiep é fomentar as discussões e fazer com que o empresariado paranaense esteja inserido nestas possibilidades de negócios que a indústria do pré-sal está ofertando”, disse.

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APPA

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